Entrevista

José Galamba de Oliveira: “A tendência, perante as alterações climáticas, é que os prémios dos seguros subam”

16 abr 2026 08:00

O presidente da Associação Portuguesa de Seguros reconhece que o comboio de tempestades de Janeiro e Fevereiro deixou uma factura histórica de mais de mil milhões de euros. Aponta fragilidades de um País onde apenas uma em cada cinco casas tem cobertura sísmica

José Galamba de Oliveira
Fotografia: Ricardo Graça
Jacinto Silva Duro

Que balanço faz a Associação Portuguesa de Seguros do volume de indemnizações pagas face às perdas provocadas pela tempestade Kristin?

A última actualização que temos é datada do início de Abril e estimamos que o volume total vai seguramente ultrapassar os mil milhões de euros, que é um recorde. Em Portugal nunca houve um volume de indemnizações tão alto, ao abrigo de contratos de seguro — porque as perdas económicas foram muito superiores a este valor. Destes, no início do mês de Abril, estavam já pagos cerca de 300 milhões, ou seja, 30% desse montante já tinha sido entregue aos tomadores de seguros, particulares e empresas. Este também foi um recorde em número de participações, que ultrapassaram as 180 mil, estando já resolvidas cerca de metade, mas há outra metade que ainda está em curso. Algumas participações são mais complexas, especialmente as relacionadas com empresas, porque a tipologia de danos é muito diversificada. Há danos de infra-estruturas, de coberturas, de edifícios... Há danos na maquinaria, danos nos stocks e tudo isto envolve peritagens mais complexas e, muitas vezes, temos de trazer especialistas, para se perceber se há perdas totais ou se as máquinas podem ser recuperadas. Já temos os montantes aprovisionados e, portanto, agora, queremos fazê-lo chegar rapidamente a quem de direito, para que as pessoas e as empresas recuperem a normalidade.

Apesar dessa vontade, as pessoas queixam-se de lentidão nos processos.

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