Entrevista

Rui Fonseca-Pinto: "O futuro da saúde da região também depende muito daquilo que conseguirmos fazer"

9 nov 2023 09:42

O director da Escola Superior de Saúde(ESSLei) do Politécnico de Leiria defende que é preciso estar atento à saúde do futuro e formar para as necessidades sentidas pelos parceiros e pela região

“A Inteligência Artificial é um desafio para o ensino, para a investigação e para a sociedade”
Ricardo Graça

A ESSLei é membro fundador da World Rehabilitation Alliance (WRA), sendo a única instituição de Portugal nesta rede de parceiros da Organização Mundial da Saúde. Também é membro da comissão ISO – Wheelchair, onde define as guidelines para aprovação de cadeiras de rodas. Que impactos tem esta representação em redes internacionais?
O facto de colaborarmos em rede no actual contexto do ensino superior, da investigação e da inovação é determinante. Não importa pertencer a qualquer rede, mas integrar redes que actuem como factor de sinergia, que ajudem a complementar aquilo que já temos e que ajudem a projectar o que queremos fazer. Vamos continuar a promover as redes que temos para a formação, em particular com estes parceiros que são estratégicos. Também temos uma parceria agora com a Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa para a promoção de higiene oral para envolver os enfermeiros. Portanto, para a formação e para a inovação estas redes são fundamentais. Mas a WRA é uma rede de associações, que resultou de uma candidatura nossa, que pretende produzir guidelines para o acesso à reabilitação. A reabilitação tem de ser entendida como um conjunto de cuidados que tem de estar acessível a todos. Tenho trabalho na área de reabilitação cardíaca e sei que ter acesso a um programa de reabilitação cardíaca ou respiratória para quem mora em Leiria é muito diferente de quem mora no norte do distrito. O facto de estarmos na ISO, além de darmos o nosso contributo para a elaboração de guidelines, projecta também muito o trabalho que fazemos aqui na escola e dá-nos visibilidade.

A ESSLei criou os mestrados em Cuidados Paliativos e em Terapia da Mão. O futuro passa por criar ciclos de estudos mais específicos e diferenciadores?
A nossa oferta formativa está muito relacionada com as necessidades sentidas pelos parceiros e pela região, estando atentos àquilo que é a saúde do futuro. Temos de conseguir projectar aquilo que vão ser os cuidados de saúde no futuro, que já é hoje, e formar a pensar nessa realidade. Há áreas específicas onde estamos a actuar porque há essa necessidade. Outro exemplo, temos um mestrado em Fisioterapia, no qual criámos dois ramos em duas áreas que são emergentes. Um deles é a fisioterapia pediátrica, e o outro tem a ver com a prescrição de exercício fisioterapêutico. São duas áreas que foram identificadas como formação que é necessária.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes

Sabia que pode ser assinante do JORNAL DE LEIRIA por 5 cêntimos por dia?

Não perca a oportunidade de ter nas suas mãos e sem restrições o retrato diário do que se passa em Leiria. Junte-se a nós e dê o seu apoio ao jornalismo de referência do Jornal de Leiria. Torne-se nosso assinante.

Já é assinante? Inicie aqui
ASSINE JÁ