Entrevista
Raul Testa: “O estado a que a esquerda chegou é, em grande medida, causado pelas redes sociais”
24 set 2026 07:00
Presidente da ***Asteriscos e deputado municipal fala do poder do associativismo e dos riscos da IA, área em que trabalha. Diz ainda que seria “um erro terrível” a câmara meter, de novo, o plano de mobilidade na gaveta
Ajudou a fundar o Speak, a Associação Fazer Avançar, o Rotaract de Leiria, passou pela direcção do Orfeão e, desde 2018, preside à ***Asteriscos. O que o move no associativismo?
Encaro o associativismo como um veículo que nos permite fazer intervenção pública e ajudar a corrigir problemas. Em vez de nos queixarmos ou pedirmos a outros que o façam, agimos.
Qual dos projectos lhe permitiu concretizar melhor o sonho de poder “aplicar soluções que melhorem a vida dos cidadãos”?
Talvez o Speak e os Lobos. O Speak pelo momento em que foi criado e por dar uma resposta muito necessária. Era um projecto, sobretudo de integração de migrantes na sociedade, através do ensino de línguas e culturas. Mas o ensino era uma desculpa para que as pessoas estivessem juntas e conseguissem ultrapassar as suas diferenças e celebrá-las. O mais relevante do Speak acontecia fora das aulas, permitindo que as pessoas se conhecessem e, dessa forma, se inter-ajudassem.
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