Opinião
Música | Um ano em oito horas
Entre regressos aguardados, estreias auspiciosas, descobertas várias e lançamentos que passaram quase em silêncio, houve muito para ouvir e, sobretudo, muito para guardar
2025 foi um ano rico em lançamentos e, ao contrário da correria dos dias, a melhor música voltou a pedir tempo. Tempo para escutar com atenção, para deixar um disco rodar inteiro, para aceitar a surpresa de uma canção que não esperávamos encontrar, música corajosa e descomprometida. Entre regressos aguardados, estreias auspiciosas, descobertas várias e lançamentos que passaram quase em silêncio, houve muito para ouvir e, sobretudo, muito para guardar.
A playlist que partilho aqui é o reflexo disso mesmo: uma escuta acumulada ao longo do ano, sem hierarquias rígidas ou categorias estanques. São oito horas de canções lançadas em 2025 (sem nunca repetir temas do mesmo disco), do indie à electrónica, do jazz à música do mundo, do hip hop a territórios mais clássicos ou experimentais...
Alguns destes temas até apareceram nas listas de melhores do ano; outros ficaram à margem dessas validações rápidas, apesar de merecerem bem mais atenção.

Há algo de revelador nessa nossa convivência entre o óbvio e o esquecido. Entre faixas que nos chamam porque são aclamadas por quem nos rodeia ou por quem seguimos e outras que nos pedem tempo para poderem ser mais “nossas”.
Esta lista funciona como um bloco de notas pessoal de 2025 de quem quer continuar a ouvir música com curiosidade e de vez em quando volta lá.
Para quem ainda usa o Spotify, o acesso é simples e directo: basta apontar o telemóvel para o código abaixo. Dentro da aplicação, é só tocar na máquina fotográfica no canto superior direito da pesquisa e deixar que a playlist se abra sozinha.
No fim, esta selecção serve apenas como convite: a ouvir, a descobrir, a regressar a uma canção que ficou para trás. Se, no meio destas quase oito horas, houver um tema que faça alguém parar, sorrir ou carregar no repeat, então 2025 continua a fazer sentido.
Boa escuta, e seguimos por 2026.