Opinião
O eco de Netanyahu, yahu, yahu, yahu…
Vivemos numa época em que nos tentam empurrar para uma polarização política… e está a resultar
Não se importam que eu condene os atentados de 7 de outubro de 2023 contra Israel e, ao mesmo tempo, condene o genocídio contra os Palestinianos? Posso? E não venham com a narrativa de que não existe genocídio, que é algo imaginário! Netanyahu e o Hamas são faces da mesma moeda, precisam um do outro para alimentar um ódio constante e contínuo. Não vivem um sem o outro!
Os atentados de 7 de outubro foram “ouro sobre azul” para o primeiro-ministro israelita, estava a meio de um julgamento por corrupção, foi avisado com alguma antecedência dos mesmos atentados e… não fez nada! Não será isso criminoso?
Vivemos numa época em que nos tentam empurrar para uma polarização política… e está a resultar, caímos na armadilha e insultamo-nos com todas as nossas forças. Imaginem uma sociedade destas quando aconteceu o Massacre de Santa Cruz, cantávamos todos em uníssono “Ai Timor, calam-se as vozes dos teus avós”. Não tenho a certeza, mas penso que hoje não seria possível… tal como não seria possível o Lusitânia Expresso navegar numa missão de solidariedade para com o povo de Timor sem receber comentários depreciativos de comentadores de televisões e redes sociais.
Sim, a nossa sociedade está completamente fragmentada!
Não se importam que eu pense que Montenegro é completamente inapto para o cargo que ocupa e que, ao mesmo tempo, pense que André Ventura é um vendedor de banha da cobra? Não se importam que eu entenda que tem existido corrupção nos últimos 50 anos tal como existiu no tempo do Estado Novo?
Uma das diferenças é que agora posso escrever sobre isso. Se Salazar ainda estivesse sentado na sua cadeira seria muito provável que eu fosse de férias para o campo de concentração do Tarrafal por escrever este artigo.
Precisamos todos de mais lucidez e não deixar que impostores pensem e decidam por nós.