Legislativas 2022

António Costa promete aumento do salário mínimo e redução de impostos

22 jan 2022 16:26

Candidato do PS esteve este sábado de manhã na Marinha Grande e acusou PSD de querer “repetir o mesmo erro das políticas da austeridade”

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Secretário-geral do Partido Socialista visitou Iberomoldes, referência nacional da área dos moldes
Raquel de Sousa Silva
Raquel de Sousa Silva

Qualificação dos recursos humanos e cada vez maior inovação. Dois ingredientes da receita que, segundo o secretário-geral do PS, permitirão uma trajectória de melhoria sustentada dos rendimentos, “absolutamente decisiva” para termos uma economia “mais robusta”.

António Costa falava aos jornalistas depois de uma visita à empresa Iberomoldes, na Marinha Grande, intervenção durante a qual disse reconhecer a necessidade de que o aumento do salário mínimo continue a subir, ao mesmo tempo que garantiu que é possível, desde já, prosseguir uma trajectória de redução de impostos sobre as famílias.

O candidato do PS às legislativas frisou a “diferença abismal” entre a proposta de futuro que o partido apresenta para o país e a do PSD, que acusa de querer “repetir o mesmo erro das políticas de austeridade”.

António Costa acusou o PSD ser “contra a subida do salário mínimo nacional, quanto mais dos outros”, e de recusar a “descida do IRS ao longo dos próximos anos”, só a admitindo “como mera possibilidade a partir de 2025 e 2026”.

“Isto é, no fundo, quererem repetir o mesmo erro das políticas de austeridade, que é não compreenderem que é a melhoria geral dos rendimentos que permite ajudar a dinamizar a economia, mas que ajuda sobretudo as empresas que hoje precisam como nunca de talento qualificado, de recursos humanos qualificados”, destacou.

Costa reconheceu que há ainda um “elevadíssimo número de pessoas que estão indecisas”, pelo que “é fundamental” que se concentrem “naquilo que efectivamente cada partido propõe” para poderem escolher.

Sublinhou que o PS apoia a “melhoria dos rendimentos, da dinamização da economia, de modernização do país, de progresso geral”, enquanto o PSD diz que só “lá para 2025, 2026 é que começará a pensar na economia das pessoas, no que tem a ver com o rendimento das pessoas”.

António Costa lembrou que, além do programa eleitoral e da “estratégia de visão para o futuro”, o PS tem ainda a proposta de Orçamento do Estado, chumbada pela Assembleia da República, pronta a ser implementada, o que oferece “soluções e resultados práticos na vida das pessoas” e impede que o país fique condenado “meses a fio a viver em duodécimos”.

O também primeiro-ministro considerou que nestas eleições os portugueses vão também decidir “em função daquilo que é a experiência da confiança que cada um merece”, frisando que o seu partido tem “créditos”.

“Nós virámos a página da austeridade, virámos a página da estagnação, temos sabido liderar o país nesta luta titânica que todos enfrentamos para combater esta pandemia”, afirmou.

Ao lado tinha António Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde e cabeça de lista do PS pelo círculo de Leiria, que Costa disse ser “um bom exemplo” de um “rosto que todos os portugueses conhecem de quem tem estado na linha da frente no combate” à pandemia.

O secretário-geral socialista reiterou ainda que “depois de dois anos de uma crise tão profunda”, o país “não pode perder tempo, as pessoas precisam de começar já a ter melhorias sensíveis no rendimento para ajudar a puxar pela economia”.

O primeiro-ministro afirmou ainda que, graças às políticas do seu Governo, o país encontra-se neste momento “a exportar mais” do que antes da pandemia, tem uma taxa de “desemprego inferior” e está “outra vez a crescer acima da média europeia”.