Sociedade
Arranque de ano lectivo na ULO tem “responsabilidade acrescida”
Jorge Portugal proferiu oração de sapiência na cerimónia no Teatro José Lúcio, em Leiria
“Que esta seja uma universidade que aumenta a capacidade de começar dos outros”, desejou Jorge Portugal, director-geral da Cotec Portugal, orador convidado da sessão solene que marcou o arranque do ano lectivo 2026/2027 da Universidade de Leiria e Oeste. Na sua oração de sapiência, Jorge Portugal reflectiu sobre o tema A Arte de Começar.
E neste que é o primeiro ano lectivo enquanto universidade, o director-geral da Cotec Portugal salientou a importância da instituição ter disponibilidade para reflectir e rever práticas, até mesmo aquelas que lhe deram sucesso, e de se envolver com a sociedade na formulação de perguntas e encontro de respostas, por exemplo, em articulação com as indústrias da região.
Perante o vasto auditório do Teatro José Lúcio da Silva, o reitor Carlos Rabadão enfatizou como o início deste ano lectivo é “um motivo de orgulho e uma responsabilidade acrescida perante os estudantes, a comunidade académica e a sociedade”.
“A criação da ULO, aprovada em Maio e formalizada em Julho deste ano, abriu uma nova etapa. Hoje, cabe-nos dar-lhe conteúdo, com a mesma exigência com que construímos o caminho até aqui”, afirmou Carlos Rabadão, defendendo que “ser universidade significa ensinar e investigar mais e melhor, ampliar as fronteiras do conhecimento, criar novas oportunidades para os estudantes e aumentar o impacto que temos no desenvolvimento económico, social, cultural e humano dos territórios e do País”.
“Queremos continuar a valorizar a nossa matriz de ciências aplicadas, a proximidade às organizações e a capacidade de responder a problemas concretos, mas queremos reforçar simultaneamente a investigação e a produção científica e artística, a formação avançada, os doutoramentos e a criação de conhecimento”, partilhou o reitor.
O responsável frisou também como a ULO pretende ser espaço de liberdade e reflexão. “A construção da universidade não pode ser um exercício fechado. Tem de ser um processo aberto à reflexão, ao debate e à crítica. Temos de ser capazes de ouvir aqueles que estão dentro da instituição, mas também aqueles que estão fora dela. Temos de saber acolher diferentes perspectivas e transformar essa diversidade numa fonte de conhecimento e de decisão”, frisou.
“Uma universidade forte não é aquela que procura unanimidade permanente. É aquela que cria condições para que exista debate informado, liberdade académica, pensamento crítico e capacidade de construir consensos quando eles são necessários”, referiu ainda o reitor. A cerimónia contou também com a atribuição de reconhecimentos públicos institucionais à Tekever e à Startup Leiria, pelo trabalho e contributo para o reforço do ecossistema de inovação de Leiria e Oeste.
Novo ranking mundial
A ULO integra, pela primeira vez, o World University Rankings, do Times Higher Education (THE), ranking mundial que avalia o desempenho das instituições de ensino superior nas dimensões Ensino, Ambiente de Investigação, Qualidade da Investigação, Perspectiva Internacional e Ligação à Indústria.
A edição de 2027 inclui 2.297 instituições de 118 países e territórios, anuncia a ULO em nota de imprensa. A integração no ranking está sujeita ao cumprimento de critérios de elegibilidade definidos pelo THE, que incluem requisitos relacionados com a actividade de investigação e a produção científica das instituições, explica a ULO no mesmo comunicado.