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Bibliotecas e arquivos são os primeiros equipamentos culturais a reabrir

30 abr 2020 19:12

Realização de festivais de Verão é ainda uma incógnita.

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Museus só reabrem a 18 de Maio
Ricardo Graça
Redacção/Agência Lusa

As bibliotecas e arquivos serão os primeiros equipamentos culturais a reabrir, já na segunda-feira, seguindo-se os museus, galerias e monumentos, em 18 de Maio, anunciou hoje o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

Siza Vieira, que falava no Parlamento, disse que, na segunda-feira, reabrem também as livrarias.

As livrarias reabrirão todas, “independentemente da área”, segundo o Plano de Desconfinamento do Governo, entretanto divulgado.

Em 18 de Maio, além dos museus, monumentos, galerias de arte e similares, também os palácios reabrem ao público.

Para 1 de Junho está prevista a reabertura de cinemas, teatros, auditórios e salas de espetáculos, “com lugares marcados, lotação reduzida e distanciamento físico”. A lotação destes espaços não foi, para já, divulgada.

O primeiro-ministro António Costa, em conferência de imprensa, salientou, no entanto, que em espaços fechados será necessário o uso de máscara.

“Vamos poder usar espaços fechados, como escolas, museus e salas de espetáculos, mas para isso vamos ter de usar máscaras”, afirmou. Em relação à possibilidade de este ano se realizarem, ou não, os chamados festivais de Verão.

António Costa referiu que está a ser feita “uma avaliação”.

“Oportunamente tomaremos uma decisão pública sobre essa matéria, provavelmente na próxima semana”, afirmou o primeiro-ministro, recordando que esta semana esteve reunido com promotores de alguns destes festivais.

António Costa falou igualmente na abertura de jardins e de espaços exteriores de museus, palácios e monumentos, a partir da próxima semana.

O Governo decretou também a “proibição de eventos ou ajuntamentos com mais de 10 pessoas”, a partir da próxima segunda-feira.

Todas as decisões conhecidas hoje serão “reavaliadas a cada 15 dias”.

O sector cultural está praticamente encerrado em Portugal desde meados de Março, quando foi decretado o estado de emergência para conter a pandemia da Covid-19.

Segundo a Associação de Promotores de Espectáculos, Festivais e Eventos (APEFE), desde meados de Março e até ao final de Abril foram cancelados, suspensos ou adiados cerca de 27 mil espetáculos.

A APEFE contabilizou apenas espectáculos com bilhetes pagos.

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