DEPRESSÃO KRISTIN

Câmara gasta 4 ME a reparar o estádio para receber a selecção nacional a 10 de Junho

20 fev 2026 14:46

Estes trabalhos servirão para tornar a infra-estrutura das condições necessárias para a envergadura do evento, apesar de não representarem a totalidade das obras

Direcção da Federação Portuguesa de Futebol esteve, esta manhã, em Leiria
Direcção da Federação Portuguesa de Futebol esteve, esta manhã, em Leiria
IGM
Direcção da Federação Portuguesa de Futebol esteve, esta manhã, em Leiria
Direcção da Federação Portuguesa de Futebol esteve, esta manhã, em Leiria
IGM
Inês Gonçalves Mendes

A reparação do Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, vai custar cerca de 4 milhões de euros à Câmara Municipal, obra que servirá para tornar o complexo desportivo seguro e apto a receber a selecção nacional de futebol, que terá último jogo de preparação para o Mundial a 10 de Junho naquele relvado.

No âmbito de uma visita de uma comitiva da Federação Portuguesa de Futebol a Leiria, que realiza esta tarde a reunião de direcção descentralizada no território, o presidente da autarquia, Gonçalo Lopes, sublinhou que o objectivo "é colocar o desporto o mais rápido possível a funcionar junto das populações mais jovens"

“É para nós um grande desafio termos a selecção nacional no dia 10 de Junho e temos de fazer uma obra ainda significativa no estádio, que está orçada em quatro milhões de euros e será das obras que vamos tentar fazer com maior envergadura para conseguir ter as condições – que não serão as ideais, mas serão as capazes – para receber o expoente máximo do desporto em Leiria”, afirmou, esta manhã, o autarca.

O jogo da selecção nacional em Leiria terá um carácter solidário, com as receitas da bilheteira a reverter para os clubes e associações mais afectados pela tempestade Kristin.

Para Gonçalo Lopes, o dia 10 de Junho terá um duplo significado, uma vez que também se dará a conhecer ao público os trabalhos de reabilitação do Jardim Luís de Camões.

“Vai ser um dia marcante para terminar esta primeira fase, que é a fase mais emergente, mais operacional”, determinou.

No momento de assinatura de um protocolo entre a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), a Câmara Municipal de Leiria e a Associação de Futebol de Leiria, para aprofundar a cooperação entre todos, o presidente desta última instituição, Carlos Carvalho, lembrou os danos provocados pela tempestade Kristin nos clubes do distrito.

Com 125 instituições filiadas, “70% desses clubes sofreram danos devido à depressão. Alguns deles sofreram danos irreparáveis, com pavilhões totalmente destruídos, campos de futebol com árvores a danificar as bancadas, com os sistemas de aquecimento e os painéis solares a voarem, as balizas partidas, os holofotes, entre outros. Isto foi, para o futebol distrital, um momento bastante triste”, constatou.

O dirigente enalteceu o trabalho dos dirigentes associativos, “todos eles benévolos”, que “depois de terem de resolver os seus problemas pessoais com casas também sem telhados, com árvores caídas, sem luz, sem água e sem telecomunicações, ainda estão a ter força para juntar as suas comunidades, os pais dos atletas e aos poucos estão a tentar reerguer os clubes”. “Nas pequenas vilas e pequenas aldeias, o clube desportivo, a associação cultural e recreativa é a única forma que há de coesão entre aquela população, onde as gentes se reúnem, conversam, onde transmitem e partilham as suas alegrias e as suas tristezas”.

O presidente da FPF, Pedro Proença, reconheceu que este é um momento “difícil” e, por isso, vão dinamizar “um conjunto de iniciativas que possam, de alguma maneira, minimizar o esforço para este processo de retoma”. “Toda a estrutura da Federação Portuguesa de Futebol está empenhadíssima para que rapidamente possamos ter o restabelecimento da normalidade”, continuou.

Como exemplo, o dirigente referiu que “ainda hoje” transmitiu à União de Leiria a disponibilidade das instalações da Cidade do Futebol para receber os jogos dos campeonatos profissionais.

Pedro Proença reconheceu que Leiria “é um município que acredita muito no desporto” e garantiu que a FPF estará “presente” na reconstrução da modalidade na região.