DEPRESSÃO KRISTIN
Castelo é “uma ferida a céu aberto”, Mimo recebeu “um presente envenenado”
Câmara de Leiria quer reabrir no dia da cidade e feriado municipal, 22 de Maio, a maioria dos espaços da cultura que continuam fechados, ainda a contas com os estragos sofridos na madrugada de 28 de Janeiro
A devastação causada pelo mau tempo deixa “uma ferida a céu aberto” no Castelo de Leiria que vai demorar meses a curar. A vereadora com o pelouro da Cultura explica que “o símbolo maior da cidade” continuará encerrado, pelo menos, nas próximas semanas, porque as autoridades admitem, inclusivamente, que existe perigo de derrocada na encosta virada a noroeste sobre a Avenida 25 de Abril. “Estamos a avaliar, com especialistas, com técnicos, para prevenir possíveis acidentes naturais resultantes deste excesso de água e ausência de raízes”. O temporal “provocou uma alteração relativamente à estabilidade do solo”.
No interior do Castelo de Leiria, a passagem da depressão Kristin “transformou completamente a paisagem”, resume Anabela Graça. Ruíram 18 metros de muralha no último reduto junto da Torre de Menagem e caíram aproximadamente 30 árvores de grande porte. Uma delas provocou danos no telhado e no alpendre da Casa do Guarda, onde funciona a bilheteira e a cafetaria. Outra atingiu a cobertura da Igreja da Pena na zona da sacristia. Há ainda estragos nas cisternas (clarabóias partidas) e nos Paços Novos (destelhamento, com infiltrações).
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