DEPRESSÃO KRISTIN

Comunidade chinesa em Portugal angariou materiais para apoiar reconstrução de Leiria

9 mar 2026 14:00

Recolha de donativos juntou 15 mil euros

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Bispo D. José Ornelas, com o presidente da UICP, Xiangyang Gong, e o presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes
Fotografia: DR

A União dos Imigrantes Chineses em Portugal (UICP) entregou materiais no valor de mais de 15 mil euros para apoiar a reconstrução das áreas mais afectadas pela tempestade Kristin.

Esta associação mobilizou cerca de uma centena de membros para uma angariação de fundos, cujos donativos foram convertidos em materiais de construção e, no sábado, dia 7, fez a sua entrega na sede da União de Freguesias de Colmeias e Memória.

Em comunicado, a UICP refere que os materiais oferecidos incluem 1.080 embalagens de espuma expansiva (manual e para pistola), 6.760 telhas marselha e lusa, 438 cumeeiras e 30 paletes de transporte.  

Na sessão, estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, o bispo da Diocese de Leiria-Fátima, D. José Ornelas, o presidente da UICP, Xiangyang Gong, a presidente da Junta de Freguesia de Colmeias e Memória, Patrícia Marcelino, e o administrador da empresa TEB – Materiais de Construção, Lda., Luís Teixeira.

O presidente da União dos Imigrantes Chineses em Portugal (UICP), Xiangyang Gong, salientou que a comunidade chinesa está radicada em Portugal há muitos anos, considerando o País como a sua segunda pátria. “Os nossos negócios e as nossas famílias estão aqui; Portugal é a nossa casa. Quando a população local sofre com a dor causada por esta tempestade, temos o dever de prestar o nosso apoio. Este gesto não é apenas uma ajuda material, mas sim uma expressão da nossa amizade e gratidão por esta terra”, sublinhou o dirigente.  

Gonçalo Lopes agradeceu a ajuda e sublinhou actos como este, que unem as instituições e a comunidade chinesa, são fundamentais para recuperar dos estragos da intempérie.  

Já D. José Ornelas realçou a importância deste gesto de solidariedade que “dignificam também uma coisa que nós enquanto Igreja dizemos sempre que quando se entra numa igreja, desta porta para dentro não há nacionalidades, todos somos filhas e filhos de deus, e neste sentido, esta é uma forma fundamental de participação e inserção”.