Sociedade

E-Redes vai ter balcão de atendimento na Loja de Cidadão de Leiria

14 jul 2026 08:05

Solução visa responder à falta de condições do espaço da empresa que foi danificado pela tempestade

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E-Redes irá pagar 218,65 € por mês por ocupação de espaço na Loja do Cidadão
Ricardo Graça

A E-Redes vai passar a ter um balcão de atendimento na Loja do Cidadão de Leiria. Segundo o protocolo, aprovado esta segunda-feira, em reunião de câmara, será uma ocupação “temporária”, pelo prazo de um ano, renovável por períodos sucessivos de seis meses.

De acordo com o documento, a iniciativa partiu da E-Redes, que contactou a ARTE - Agência para a Reforma do Estado, anteriormente designada AMA – Agência para a Modernização Administrativa, no sentido de poder ocupar temporariamente um espaço na Loja de Cidadão, “em virtude da indisponibilidade das suas instalações [localizadas nos Andrinos], causada pelos danos provocados pela tempestade Kristin, os quais impossibilitam a realização do atendimento ao público em condições de segurança”.

Actualmente, o atendimento é feito “sem condições” num contentor, sendo as pessoas obrigadas a esperar no exterior, testemunhou Nuno Serrano, vereador do PSD, na reunião de executivo, considerando que “faz sentido” a câmara ajudar a encontrar uma alternativa, que traga mais conforto a quem tem de recorrer aos serviços presenciais da E-Redes.

“A disponibilização dos espaços encontra fundamento no interesse público associado à recuperação do atendimento de proximidade em matéria de serviço público essencial, permitindo aos munícipes um contacto presencial com o operador da rede de distribuição de eletricidade para tratamento de questões técnicas relativas à rede, contadores, leituras, avarias e qualidade de serviço”, alega a autarquia, na proposta de protocolo agora aprovada.

A E-Redes irá ocupar um espaço no piso 1, com capacidade para instalação de aproximadamente dois postos de atendimento (dez metros quadrados), “equipado com sistema SIGA para gestão de atendimentos, correspondente a dois postos”, lê-se na deliberação da autarquia, segundo a qual a empresa pagará uma “contrapartida mensal” fixada em 218,65 €, que teve por referência a área privativa do Instituto da Segurança Social.

O protocolo agora aprovado produz efeitos a partir da data da sua assinatura e vigorará pelo período de 12 meses, podendo ser prorrogado por períodos sucessivos de seis meses, mediante acordo expresso de ambas as entidades.