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Gonçalo Byrne distinguido com Prémio Carreira no Brasil
Durante a Bienal Ibero-Americana de Arquitectura e Urbanismo
Arquitecto, professor, urbanista, Gonçalo Byrne nasceu em Alcobaça em 1941 e tem também ligações fortes a São Pedro de Moel, no concelho da Marinha Grande.
Diplomado pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, foi bastonário da Ordem dos Arquitectos.
Entre as obras mais emblemáticas que assinou, contam-se as requalicações da sede do Banco de Portugal e do Teatro Thalia, em Lisboa, a remodelação do Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, a requalicação do Castelo de Trancoso, bem como a intervenção na zona envolvente ao Mosteiro de Alcobaça. Trabalhou tanto em Portugal como no estrangeiro.
Na última terça-feira, no Brasil, foi atribuído a Gonçalo Byrne o Prémio Carreira da 14.ª edição da Bienal Ibero-Americana de Arquitectura e Urbanismo, que está a decorrer na capital, Brasília.
Segundo o jornal Público, a distinção emana de um júri plurinacional presidido pelo arquitecto Iñaqui Carnicero, secretário-geral da Agenda Urbana, Habitação e Arquitectura do Governo espanhol, instituição promotora do evento, e que integrou também o arquitecto português Manuel Aires Mateus.
A escolha de Gonçalo Byrne celebra uma personalidade que “entende a arquitectura como uma forma de interpretar o território e a sua história”, e cujas “intervenções no património buscam o equilíbrio entre permanência e transformação, integrando novos usos sem romper o vínculo com o passado”, argumenta o comunicado do júri, citado pelo Público.
Eduardo Souto de Moura, em 2016, tinha sido o último arquitecto português a receber o Prémio Carreira da Bienal Ibero-Americana.