Economia
Imigrantes já são insuficientes para dar resposta à falta de mão-de-obra
Determinantes para as empresas agrícolas, são elogiados por serem bons trabalhadores, humildes, responsáveis e respeitosos. Índia, Nepal e Brasil são os países mais procurados
A dificuldade em encontrar portugueses disponíveis para trabalhar na agricultura levou a que os produtores se vissem obrigados a recorrer a mão-de-obra estrangeira, que tem sido determinante para manter os seus negócios. Contudo, entre 2024 e 2025, o número de imigrantes a trabalhar no distrito diminuiu de 5.009 para 3.920, tendência que se mantém este ano, devido ao discurso de ódio, às alterações na Lei de Estrangeiros e da Nacionalidade, e ao pagamento de salários mais elevados noutros países da Europa. Para reter os melhores, os empresários do sector oferecem-lhes contratos de trabalho e a integração nos quadros.
Rodrigo Martins, 46 anos, proprietário da empresa Espera Wines, tem a maior zona de cultivo de vinha em Montes, Alcobaça, terrenos em Óbidos, onde também se dedica à produção de uvas para fazer vinho biológico, e uma adega nas Caldas da Rainha. Para conseguir assegurar todo o trabalho, conta com a ajuda imprescindível de Gurjeet, 26 anos, e de Baljinder, 42 anos, de nacionalidade indiana, de quem dá as melhores referências. “São irrepreensíveis, imaculados”, garante. “Posso dar-me ao luxo de sair descansado para fazer consultoria, porque tenho confiança neles e o trabalho é sempre bem feito.”
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