Sociedade
Leiria aprova 1,2 ME para reparar danos no edifício da câmara
Comboio de tempestades “comprometeu a estanquidade do edifício, permitindo a entrada de águas pluviais e originando infiltrações com consequências particularmente gravosas nos espaços interiores"
Com um preço base de 1.196.476,19 euros, acrescido de IVA, e um prazo de execução dos trabalhos de 270 dias, foi aprovado, na última reunião de câmara, um ajuste directo para reparar danos no edifício dos Paços do Concelho, com os votos contra do PSD e a abstenção do Chega.
“A tempestade provocou danos significativos em diversos elementos do edifício, com particular incidência no corpo mais antigo, designadamente ao nível das coberturas, caixilharias e elementos interiores”, explica ao JORNAL DE LEIRIA Ricardo Santos.
O vereador das Obras Municipais acrescenta que o comboio de tempestades “comprometeu a estanquidade do edifício, permitindo a entrada de águas pluviais e originando infiltrações com consequências particularmente gravosas nos espaços interiores”.
O Salão Nobre é um dos locais onde “os efeitos das infiltrações determinaram a necessidade de uma intervenção especializada de conservação e restauro”, pelo que a intervenção prevê a “protecção dos elementos existentes e a conservação e restauro do tecto de estuque”, assim como “tratamentos antixilófagos, consolidação e reintegração de elementos degradados, bem como o tratamento e recuperação do soalho e dos vãos interiores”, entre outras intervenções.
A empreitada inclui ainda uma “intervenção profunda na cobertura do corpo mais antigo do edifício, uma vez que a tempestade provocou a quebra, deslocação e degradação generalizada de um número muito significativo de telhas, comprometendo a estanquidade do conjunto”.
O vereador adianta que a intervenção “deverá ainda abranger as coberturas planas e terraços, procedendo-se à revisão dos sistemas de drenagem, remoção e renovação das impermeabilizações”.
Os vereadores do PSD reconheceram, “sem qualquer reserva, a necessidade e a importância da intervenção”, mas questionaram “se se continua a justificar o recurso a um ajuste directo para uma empreitada superior a 1,19 milhões de euros, ou se os valores da empreitada ainda estão actualizados”.
Nuno Serrano (PSD) apontou “erros de numeração, remissões incorretas ou conteúdos duplicados” no caderno de encargos, referindo que esta é uma situação recorrente.