Sociedade
Lentidão na assinatura de protocolo atrasa habitação a custos acessíveis
Em causa está a reabilitação de 58 casas do bairro prisional de Leiria, com a Comunidade Intermunicipal a advertir que o atraso nas negociações com o Ministério da Justiça pode comprometer o financiamento
A reabilitação das 58 casas do bairro prisional de Leiria, por parte da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), pode estar em risco. Em causa, o atraso na assinatura do protocolo de cooperação, com as condições de cedência dos imóveis, que, segundo a CIMRL, pode comprometer o financiamento da intervenção, cujo investimento inicial se estima em oito milhões de euros. Em negociação está a reabilitação das casas, 42 das quais se encontram devolutas, para habitação a custos acessíveis.
Em Maio, numa visita ao local, onde constatou a degradação dos imóveis, agravada pelo comboio de tempestades, a ministra da Justiça assumia a urgência de avançar com as obras, reconhecendo que os edifícios estavam a atingir um “limite crítico” para a sua reabilitação. Na ocasião, Rita Alarcão Júdice deixou a promessa de, “quanto antes”, ser encontrada uma solução que permita “optimizar” este património, que “é da Justiça, mas que deve ser posto ao serviço de todos”.
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