Viver
Manuel Wiborg. O papel principal do actor que se mudou para o interior
O Teatro do Interior desde 2024 tem percorrido os auditórios de todos os concelhos daquela região, feito a partir de temas locais, com gente da terra
Quando o norte do distrito de Leiria ardeu, em 2017, com a violência nunca vista, foi a segunda vez que o actor Manuel Wiborg se comoveu, a sério, com a triste sorte de um povo. A primeira fora na queda da ponte de Entre os Rios, em 2001. Naquele dia 17 de Junho – que mudaria para sempre a vida dos que ficaram nos concelhos de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra – começou a germinar a raiz que já trazia consigo: fazer crescer o Teatro do Interior, que desde 2024 tem percorrido os auditórios de todos os concelhos daquela região, feito a partir de temas locais, com gente da terra.
Desta vez, o actor e encenador prepara-se para estrear, já neste sábado, dia 11 de Julho, E foi então que o céu caiu sobre as nossas cabeças, usando uma frase de Asterix adaptada às alterações climáticas. Primeiro na Sertã (11 e 12) e Lousã (18 e 19 de Julho), depois no auditório municipal de Castanheira de Pêra (25 e 26 de Julho) e Pedrógão Grande (1 e 2 de Agosto), na Casa da Cultura. Já em Setembro, a peça há-de subir ao palco em Figueiró dos Vinhos.
Manuel Wiborg encantou-se pelas aldeias de xisto há quase 30 anos, quando comprou uma casa em Castelo Novo, na fronteira dos concelhos de Castanheira de Pêra e Lousã. Natural de Lisboa, conta ao JORNAL DE LEIRIA que sentiu sempre o apelo do campo. Mas haveria de fazer muito teatro, cinema e até novelas na capital até se encontrar no Teatro do Interior, onde se mostra “muito mais pleno e feliz”.
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