Sociedade
Milagres recorda os 100 anos criação da colónia agrícola, a primeira experiência de colonização interna
Esta freguesia do concelho de Leiria acolheu a primeira de várias colónias agrícolas que o Estado Novo criou numa tentativa de povoar algumas regiões do País. Cem anos depois, a Junta evoca a data
O centenário da criação da colónia agrícola de Milagres, no concelho de Leiria, a primeira de várias que o Estado Novo criou numa tentativa de povoar algumas regiões do País, vai ser evocado no próximo dia 18 de Julho.
A data será assinalada com um conjunto de iniciativas, que tem como lema "Raízes que nos unem, futuro que cultivamos". As celebrações começam pelas 10 horas, com a sessão de abertura, seguida de um desfile da Filarmónica Bidoeirense pela zona da antiga colónia agrícola. Pelas 11:30 horas, haverá missa e homenagem aos colonos.
A tarde será dedicada à evocação histórica da data, que incluirá um momento de recriação, a inauguração de uma exposição fotográfica e documental e um espaço de partilha das memórias da comunidade.
Hoje, muitos dos terrenos baldios que o Estado Novo tentou domesticar com searas (trigo, centeio e milho) estão ocupados com floresta (pinheiro e eucalipto). Outros foram urbanizados ou encontram-se incultos, sobrando algumas (poucas) ainda parcelas cultivadas.
Dos equipamentos colectivos (posto médico, forno comunitário, moagem e uma oficina tecnológica) nada resta. E todos antigos colonos já faleceram. Emília de Jesus, a última, morreu em 2019, a caminho dos 92 anos, como recordou o JORNAL DE LEIRIA numa reportagem publicada em Abril desse ano.
No total, foram sete as colónias criadas no País. A primeira, nasceu nos Milagres, em 1926, funcionando, durante algum tempo, como teste e ensaio às que lhe sucederam.
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