Sociedade

Parlamento Português do Envelhecimento desafia a participação cívica da população

26 out 2026 15:02

Iniciativa da Associação Nacional de Gerontologia Social reúne cidadãos dos 21 aos 77 anos

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Ricardo Graça/Arquivo

A ANGES – Associação Nacional de Gerontologia Social lançou o Parlamento Português do Envelhecimento, uma iniciativa de participação cívica que recebeu mais de mil candidaturas de cidadãos interessados em contribuir para a reflexão e a construção de propostas sobre o envelhecimento.

Este parlamento será presidido por José Manuel Álvares da Costa e Oliveira, antigo membro do Governo de 77 anos, que foi deputado à Assembleia da República em dois mandatos e antigo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Sintra. Engenheiro técnico agrário, formado em Coimbra em 1970, foi presidente da Associação de Jovens Agricultores de Portugal, director
regional de Agricultura do Algarve e subsecretário de Estado adjunto do ministro da Agricultura, refere uma nota de imprensa.

A primeira edição contará com 60 participantes, organizados em seis comissões parlamentares, que reunem diferentes gerações, territórios e percursos de vida, com idades válidas registadas entre os 21 e os 77 anos, de cerca de 40 localidades.

Segundo a ANGES, o objectivo é "aproximar o conhecimento científico da experiência dos cidadãos".

A composição deste parlamento "resultou de um processo de candidaturas, tendo em conta os grupos de participação, a disponibilidade manifestada e a distribuição pelas comissões parlamentares".

Idealizado e impulsionado por Ricardo Pocinho, o "Parlamento terá uma presidência distinta da direção da entidade promotora".

A coordenação executiva será assegurada pela ANGES, dirigida por Ricardo Pocinho e Sílvia Silva, docentes da Universidade de Leiria e Oeste e investigadores do CICS.NOVA.

"As seis comissões serão espaços de debate e elaboração de recomendações com vista a contribuir para uma Agenda Nacional para o Envelhecimento. O Parlamento tem natureza cívica e propositiva: não possui competências legislativas nem substitui os órgãos de soberania", esclarece a ANGES.