Sociedade
Polícias protestaram em Leiria pelo cumprimento do acordo de 2024
Com menos 100 efectivos em 10 anos, GNR e PSP uniram-se numa marcha lenta que culminou junto à Câmara Municipal de Leiria
A PSP e a GNR de Leiria uniram-se num protesto pelo cumprimento do acordo celebrado em 2024 com o Governo que, alegam, não estará a ser cumprido na totalidade.
Numa manifestação convocada pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG), as forças de segurança reuniram-se junto do Comando Distrital da PSP de Leiria e seguiram em marcha lenta até à Câmara Municipal de Leiria, totalizando cerca de 300 manifestantes.
“Polícia envelhecida, segurança comprometida”, “a nossa coragem não paga as contas mensais” ou “a família do polícia também paga o preço da disponibilidade” eram algumas das frases expostas em cartazes, com o sindicato a denunciar a falta de efectivos, que prejudica o policiamento de proximidade.
“O comando de Leiria tem muitas esquadras, desde a Nazaré até à Marinha Grande e Pombal. O comando tem perdido efectivos nos últimos anos. É uma cidade e um concelho que já tem algumas dinâmicas sociais e o que mais identificamos no comando é a ausência de efectivo para dar respostas a todas as necessidades da população. Além disso, também o envelhecimento do efectivo e o estado de motivação muito baixo por parte dos trabalhadores, para além das condições de trabalho das esquadras e viaturas”, afirmou Paulo Santos, presidente da ASPP.
Apesar do acordo celebrado com o Governo em 2024, o dirigente refere que há condições que ainda não foram cumpridas, nomeadamente os “aumentos salariais, a reestruturação dos suplementos e alterações ao estatuto profissional”.
Segundo o dirigente da ASPP em Leiria, o distrito perdeu 100 efectivos em 10 anos, números que não estão a ser colmatados.
“Não queremos o que está a acontecer: esquadras com um polícia e com dificuldade em formar um carro patrulha”, alerta Paulo Santos, ao mencionar que também os autarcas se queixam da falta de “policiamento de proximidade”.
Também César Nogueira, presidente da APG, lembra que, a nível nacional, faltam “quatro mil” agentes da GNR e não existe “forma de atrair jovens”.
À semelhança da acção de protesto em Leiria, os sindicatos vão promover outras manifestações pelo País.