Sociedade

Presidente da Junta de Colmeias e Memória: “O verdadeiro desenvolvimento mede-se pela qualidade de vida que proporcionamos”

1 nov 2026 12:30

Patrícia Marcelino diz que, numa União de Freguesias “com muitas localidades, importa garantir que nenhuma fica esquecida”

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Quais as suas principais preocupações enquanto autarca?
As pessoas e a sua qualidade de vida. Quero uma Junta próxima, que escute e responda, com especial atenção aos idosos, às famílias e a quem vive em situação de maior vulnerabilidade. Saúde, segurança, acessibilidades, conservação de estradas e saneamento básico são prioridades. Numa União de Freguesias (UF) com muitas localidades, importa garantir que nenhuma fica esquecida.

Que visão tem para o futuro da freguesia e o que gostaria de alcançar durante o seu mandato?
Gostava de deixar uma UF onde seja bom viver, trabalhar e criar família, com melhores infra-estruturas, serviços de proximidade e oportunidades para todos. Gostaria de ver as nossas localidades mais cuidadas, com melhores acessibilidades, espaços públicos e equipamentos ao serviço da população; de trabalhar pela melhoria dos cuidados de saúde; de apoiar as escolas e associações e valorizar o nosso património e tradições. É também fundamental criar condições para atrair investimento, fixar os jovens e garantir que os idosos têm o acompanhamento e a qualidade de vida que merecem. No final do mandato, gostaria que as pessoas sentissem que a sua terra evoluiu, que os seus problemas foram ouvidos e que encontraram na Junta uma presença próxima, disponível e empenhada em encontrar soluções.

Se tivesse orçamento ilimitado para um projecto, qual seria?
Mais do que uma grande obra, gostaria de concretizar um projecto que mudasse o futuro de Colmeias e Memória. Resolver definitivamente o saneamento básico, melhorar a rede de água, as acessibilidades e os equipamentos públicos, criar zonas industriais para atrair empresas e garantir melhores respostas para os idosos. Gostaria de ver localidades mais cuidadas, jovens com oportunidades e associações com melhores condições. O verdadeiro desenvolvimento mede-se pela qualidade de vida que proporcionamos às pessoas.

Imagine que a sua freguesia é um livro. Que título ou que livro escolhia?
“Colmeias e Memória — Histórias de uma Terra que Não Desiste”. Porque a maior riqueza da UF são as pessoas. Pessoas trabalhadoras, que construíram as nossas localidades, preservaram tradições e nunca deixaram de lutar pela sua terra. A tempestade Kristin mostrou-nos, mais uma vez, a força, a solidariedade e a capacidade de nos unir-mos perante as dificuldades. Seria um livro feito de histórias de vida, de desafios ultrapassados e de uma comunidade que, nos momentos mais difíceis, encontra forças para continuar.

Se pudesse convidar uma figura histórica ou celebridade para ser Presidente Honorário da Junta por um dia, quem seria e porquê?
Convidaria simbolicamente um dos muitos cidadãos anónimos que, ao longo dos anos, dedicaram parte da sua vida à nossa comunidade, sem esperar nada em troca. Pessoas que ajudaram a criar associações, a preservar tradições, a apoiar os vizinhos e a desenvolver as nossas localidades. O poder local também se constrói graças a estas pessoas. A personalidade histórica a convidar seria o Papa Francisco pela sua humildade, humanidade e atenção aos mais vulneráveis, os mesmos valores de solidariedade, proximidade e dedicação ao outro que reconheço em tantas pessoas da nossa comunidade, essenciais no exercício do poder local.

Indique três locais imperdíveis na sua freguesia.
O Troncão Parque; a Feira da Memória, que valoriza o comércio local e promove o encontro entre gerações; e o Museu do Crasto, dedicado à preservação da história, da cultura e das tradições da nossa terra.