Sociedade
Presidente da Junta de Colmeias e Memória: “O verdadeiro desenvolvimento mede-se pela qualidade de vida que proporcionamos”
Patrícia Marcelino diz que, numa União de Freguesias “com muitas localidades, importa garantir que nenhuma fica esquecida”
Quais as suas principais preocupações enquanto autarca?
As pessoas e a sua qualidade de vida. Quero uma Junta próxima, que escute e responda, com especial atenção aos idosos, às famílias e a quem vive em situação de maior vulnerabilidade. Saúde, segurança, acessibilidades, conservação de estradas e saneamento básico são prioridades. Numa União de Freguesias (UF) com muitas localidades, importa garantir que nenhuma fica esquecida.
Que visão tem para o futuro da freguesia e o que gostaria de alcançar durante o seu mandato?
Gostava de deixar uma UF onde seja bom viver, trabalhar e criar família, com melhores infra-estruturas, serviços de proximidade e oportunidades para todos. Gostaria de ver as nossas localidades mais cuidadas, com melhores acessibilidades, espaços públicos e equipamentos ao serviço da população; de trabalhar pela melhoria dos cuidados de saúde; de apoiar as escolas e associações e valorizar o nosso património e tradições. É também fundamental criar condições para atrair investimento, fixar os jovens e garantir que os idosos têm o acompanhamento e a qualidade de vida que merecem. No final do mandato, gostaria que as pessoas sentissem que a sua terra evoluiu, que os seus problemas foram ouvidos e que encontraram na Junta uma presença próxima, disponível e empenhada em encontrar soluções.
Se tivesse orçamento ilimitado para um projecto, qual seria?
Mais do que uma grande obra, gostaria de concretizar um projecto que mudasse o futuro de Colmeias e Memória. Resolver definitivamente o saneamento básico, melhorar a rede de água, as acessibilidades e os equipamentos públicos, criar zonas industriais para atrair empresas e garantir melhores respostas para os idosos. Gostaria de ver localidades mais cuidadas, jovens com oportunidades e associações com melhores condições. O verdadeiro desenvolvimento mede-se pela qualidade de vida que proporcionamos às pessoas.
Imagine que a sua freguesia é um livro. Que título ou que livro escolhia?
“Colmeias e Memória — Histórias de uma Terra que Não Desiste”. Porque a maior riqueza da UF são as pessoas. Pessoas trabalhadoras, que construíram as nossas localidades, preservaram tradições e nunca deixaram de lutar pela sua terra. A tempestade Kristin mostrou-nos, mais uma vez, a força, a solidariedade e a capacidade de nos unir-mos perante as dificuldades. Seria um livro feito de histórias de vida, de desafios ultrapassados e de uma comunidade que, nos momentos mais difíceis, encontra forças para continuar.
Se pudesse convidar uma figura histórica ou celebridade para ser Presidente Honorário da Junta por um dia, quem seria e porquê?
Convidaria simbolicamente um dos muitos cidadãos anónimos que, ao longo dos anos, dedicaram parte da sua vida à nossa comunidade, sem esperar nada em troca. Pessoas que ajudaram a criar associações, a preservar tradições, a apoiar os vizinhos e a desenvolver as nossas localidades. O poder local também se constrói graças a estas pessoas. A personalidade histórica a convidar seria o Papa Francisco pela sua humildade, humanidade e atenção aos mais vulneráveis, os mesmos valores de solidariedade, proximidade e dedicação ao outro que reconheço em tantas pessoas da nossa comunidade, essenciais no exercício do poder local.
Indique três locais imperdíveis na sua freguesia.
O Troncão Parque; a Feira da Memória, que valoriza o comércio local e promove o encontro entre gerações; e o Museu do Crasto, dedicado à preservação da história, da cultura e das tradições da nossa terra.