Sociedade
Toxinfecção nas Caldas da Rainha soma 122 casos e abranda
Evolução clínica tem sido globalmente favorável
O surto de suspeita de toxinfecção alimentar colectiva que atinge o concelho das Caldas da Rainha soma já 122 pessoas com sintomas compatíveis, das quais 68 recorreram ao Serviço de Urgência, na sua maioria crianças e jovens.
A evolução clínica tem sido globalmente favorável, sem casos graves nem internamentos, e tudo indica que a situação se encontra numa fase de desaceleração.
Segundo a comunicação do Município das Caldas da Rainha, divulgada na quinta-feira, a investigação está a cargo da Autoridade de Saúde da Unidade de Saúde Pública da ULS Oeste, em articulação com a ASAE e a própria autarquia.
À data, não se mantêm doentes em observação hospitalar.
Nem todos os casos identificados estão associados ao evento desportivo Footmania, que juntou centenas de participantes na cidade, já que parte das situações não tem qualquer relação com a iniciativa.
Os sintomas mais frequentes têm sido vómitos de início súbito, muitas vezes acompanhados de diarreia, náuseas, dores abdominais e dores de cabeça.
Uma hipótese em análise, ainda por confirmar
A investigação procura identificar a causa dos sintomas e a eventual origem comum de exposição.
Entre as várias hipóteses em cima da mesa, admite-se uma possível associação à componente de restauração do evento, cenário que ainda carece de confirmação.
Foram já recolhidas amostras biológicas e alimentares, que estão a ser analisadas em laboratório, com pesquisas adicionais em curso, estando igualmente prevista a recolha de amostras de superfícies em zonas de maior contacto, para despiste de eventual contaminação ambiental.
No plano das inspecções, a ASAE, em colaboração com a Unidade de Saúde Pública, fiscalizou dois operadores económicos ligados ao evento, não tendo sido identificadas irregularidades graves nas instalações nem nos alimentos inspeccionados.
As autoridades mantêm o acompanhamento da situação e o contacto com as pessoas afectadas, prosseguindo a investigação epidemiológica, laboratorial e ambiental, com a meta de identificar a causa, confirmar a eventual fonte de exposição e prevenir novos casos.
Dos 113 casos identificados até ao momento, nenhum exigiu internamento.