Opinião

Letras | A Respiração do Tempo, Ana Gilbert

14 jun 2024 09:00

Ler as palavras ou ver a fotografia de Ana Gilbert, é dançar por entre as paisagens interiores de todos nós

Esta é uma colecção de contos da Editora Minimalista, um projecto editorial independente na área da ficção que reúne uma equipa de vários escritores, mas também designers e artistas.

Neste particular, Ana Gilbert, nascida no Rio de Janeiro, mas mulher do mundo, é psicoterapeuta, pesquisadora e fotógrafa. Uma curiosa do mundo exterior e das paisagens interiores. Das formas que se expandem dessas paisagens interiores para a fotografia e para as palavras.

É também uma das mais profícuas contribuidoras para o projecto Fotografar Palavras, que junta fotógrafos e poetas no espaço digital e pelo mundo inteiro. Os autores escolhem de forma espontânea poemas a “fotografar”. Também pode a palavra difundir-se a partir de fotografia exposta pelos fotógrafos. Esteve connosco no passado dia 18 de maio no m|i|mo (Museu da Imagem em Movimento) e na inauguração da exposição que estará patente até ao dia 31 de outubro, também com fotografia sua.

Neste A Respiração do Tempo reúne vários contos, espaços e invenções a partir de histórias que viu e viveu de facto, desabrochando da dor e imergindo em mares profundos da mente e de várias vidas e a morte. Ser muitas mulheres, empoderadas ou perdidas, ser homens com o fio da vida a dissipar-se, o sexo e fantasia presencial ou à distância na proximidade digital, a perda ou o reencontro. Todos os temas da vida e da fantasia como um espelho que nos observa com mais espelhos de fundo.

Na verdade, ler as palavras ou ver a fotografia de Ana Gilbert, é dançar por entre as paisagens interiores de todos nós, tocando as vestes intemporais como uma brisa que nos toca ou um tema post-punk e new wave que toca na “vitrola”.