Economia

A partir da Batalha, Bee Free Bio amplifica experiências à base de mel

8 jul 2026 20:30

Negócio nascido na Torre atravessa várias gerações

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SITE BEEFREE BIO
Daniela Franco Sousa

A produção de mel é uma actividade que está na família de Nuno Pereira há várias gerações. O negócio começou com o seu avô, passou para o pai, mais tarde para si e, mais recentemente, tem sido o seu filho quem dá continuidade ao ofício. Com raízes na Torre, é entre propriedades do concelho da Batalha e no Alentejo que esta família explora cerca de 260 apiários.

Sob a marca Bee Free Bio, desenvolvida há 15 anos, e com loja online, tem-se focado “na valorização do mel, pelas qualidades que tem e pelo trabalho que dá a produzir”, explica Nuno Pereira. E, além do puro mel, a insígnia tem desenvolvido vários artigos onde o delicioso néctar se junta a outros produtos.

“O último lançamento são colorblends, que ao nosso mel natural e orgânico adicionam outros produtos, também eles naturais e, sem truques, para criar cinco artigos de qualidades diferentes”, conta o empresário. São eles o BeeShield (com mel, própolis verde, gengibre, limão siciliano e pólen, para melhorar a imunidade e protecção); BeeBalance (com mel, maca peruana, geleia real e pólen, para a harmonia feminina); BeeFire (com mel, gengibre, canela de Ceilão, açaí e pólen, para energia e estímulo); BeeCalm (mel, camomila e hortelã-pimenta, para equilíbrio e anti-stress); BeeMind (mel, alecrim, cacau em pó, pólen, para clareza mental e foco).

Além deste, a Bee Free Bio continua a comercializar favos de mel, limpos e personalizados com logótipos personalizáveis, distribuídos por grandes cadeiras de hotéis, o que representa cerca de 80% do volume de negócios.

Também três tipos de cerveja artesanal: loura (com mel), preta (com própolis) e ruiva (com pólen); mel cremoso (de gengibre, de cacau cru ou canela); mel infusionado (com casca de limão e pau de canela); o clássico mel natural e o pólen desidratado, além de azeite produzido na região, com azeitona galega. O objectivo, adianta Nuno Pereira, é desenvolver o negócio, que até agora tem sido realizado em part-time, e voltar a conquistar mercados internacionais, como já fazia até à guerra no Irão.