Sociedade
Abaixo-assinado contesta falta de condições térmicas nas salas recém-inauguradas da EB D. Dinis
Professores queixam-se de temperaturas "insustentáveis" no interior do novo bloco, que começou a funcionar este ano lectivo
Na escola EB 2,3 D. Dinis, em Leiria, está a circular um abaixo-assinado no qual os professores contestam as "condições térmicas adversas" que se fazem sentir nas salas de aula do recém-inaugurado bloco C, por falta de climatização.
Segundo o documento, dirigido ao presidente da câmara, registam-se temperaturas "excessivas e insustentáveis", que colocam "em risco não só a saúde e bem-estar" de docentes e estudantes, como "um processo de ensino e aprendizagem bem-sucedido".
Para os signatários, "não é aceitável" que uma construção recente apresente "falhas estruturais de climatização e isolamento as quais forçam professores e alunos a trabalhar num ambiente tão desagradável".
Os docentes alegam ainda que as condições das salas "desrespeitam o que está consignado no decreto-lei nº 243/86", que define as regras de saúde, higiene e segurança para os trabalhares em comércio, escritórios e serviços", nomeadamente, ao nível da temperatura dos espaços, que devem oscilar entre os 18.º e os 22.º graus centígrados", podendo atingir os 25.º.
Para tal, se necessário, "deve-se procurar adoptar sistemas artificiais de ventilação de aquecimento ou arrefecimento", o que "não se verifica" no bloco C, denunciam os docentes.
"Não é digno continuarmos a assumir o custo físico e psicológico de erros de planeamento ou de execução técnica que não competem à escola resolver", defendem os docentes no abaixo-assinado, a remeter também à Direcção, ao presidente do Conselho Geral e à Associação de Pais do Agrupamento de Escolas D. Dinis.
O JORNAL DE LEIRIA aguarda resposta ao pedido de esclarecimentos feito à câmara.