Sociedade
Fósseis de Reguengo do Fetal permanecem na Casa Paroquial
Peças e fósseis preservadas pelo pároco José Vieira de Oliveira continuam a aguardar um destino expositivo
O sonho do museu idealizado pelo falecido pároco José Vieira de Oliveira, que dedicou a sua vida a preservar o património paleontológico e arqueológico local, em particular o de Reguengo do Fetal, continua por cumprir.
As peças e fósseis que foi resgatando continuam a aguardar um destino expositivo, encontrando-se na Casa Paroquial do Reguengo.
Em 2022, a freguesia de Reguengo do Fetal foi um dos destaques de uma edição da National Geographic Portugal, que recuperava uma antiga história dos anos 80.
Tratava-se da determinação do padre José Vieira de Oliveira em preservar o património histórico da sua região, constatando a destruição e apropriação geral de vestígios fósseis de dinossauros e, inclusive, o desaparecimento de cinco mil moedas de prata romanas.
Aproveitando as visitas pascais, o pároco, falecido em 1992, foi recolhendo e preservando os artefactos a que teve acesso.
Este património ficou com destino incerto, até que, em 2022, António Neto, que pertencia à então Comissão da Igreja Paroquial, mostrou os fósseis a um especialista, para que fossem alvo de uma identificação e datação adequadas.
Foram criados modelos 3D, sendo que a equipa científica acreditava tratar-se de vértebras caudais de dinossauros que viveram na região há cerca de 150 milhões de anos.
Entretanto, António Neto saiu da Comissão da Igreja e adianta que os fósseis e restantes artefactos permanecem na Casa Paroquial. “Esperemos que alguém dê continuidade” a este trabalho de preservação, afirma, “pela memória futura”.