Economia

Guerra faz disparar preço do gás e traz factura pesada para o sector do vidro

30 abr 2026 08:30

Desde as empresas familiares mais pequenas, até às gigantes indústrias de vidro, todo o sector começa a sentir o impacto da guerra do Irão, com o agravamento da factura energética

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.Vidrexport, da Marinha Grande, é uma das empresas onde o impacto do conflito já se contabiliza
Ricardo Graça
Daniela Franco Sousa

Os custos de energia são desde há muito relatados pelos empresários da indústria do vidro como forte constrangimento à competitividade. Agora, fruto da guerra no Irão, os preços do gás, do oxigénio, a que se junta a elevada factura de electricidade, adensam a preocupação de quem opera no sector.

Telmo Santos, sócio-gerente da Favicri, empresa familiar sediada na Martingança (Alcobaça), explica que a sua indústria fabrica vidro decorativo, vidro para floristas (abastece em grande número na Holanda), também para grande a distribuição (garrafões para vinho, azeite e água). Com uma equipa de 90 trabalhadores, exporta 95% do que produz, para toda a Europa, EUA, Canadá e Israel, mas assistiu à quebra da actividade entre 2024 e 2025, com o volume de negócios a baixar de 6 para 5 milhões de euros. “E estamos muito preocupados com o ano 2026”, antecipa o empresário.

Além da perda de encomendas, resultante da paragem de sete dias, provocada pela tempestade Kristin, desde o início da guerra do Irão, aumentaram de preço o gás, o oxigénio e a electricidade, que alimentam o forno. “O gás já estava

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