Sociedade
Leiria avança com plano de contingência para episódios meteorológicos extremos
Na eventualidade de vento extremo, a prioridade será “verificar árvores, coberturas e estruturas” e “preparar rotas alternativas
Preparar os meios e antecipar as consequências é um dos objectivos do Plano Municipal de Contingência (PMC) que Leiria está a ultimar para responder a episódios meteorológicos extremos, relacionados com precipitação, vento e energia e comunicações.
A versão preliminar do documento, que será aprovado na próxima reunião da Comissão Municipal de Emergência e Protecção Civil, a realizar no final do mês, foi apresentada na última reunião de executivo, onde o presidente da câmara disse que o objectivo é colocar Leiria num nível de preparação que se pretende “pró-activo” e “não reactivo”, com base no “processo de aprendizagem e de relatórios recolhidos da tempestade Kristin”.
“É um plano que não vai parar a tempestade, não vai parar as chuvas, nem o vento”, mas permitirá, sempre que houver “dados que antecipem um momento crítico”, accionar “meios com mais facilidade e com mais automatismo, com mais rotina”, afirmou Gonçalo Lopes.
Na apresentação do documento, Luís Lopes, vereador que, entre outros, tutela o pelouro da Protecção Civil, frisou que este plano de contingência “complementa” o Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil e obriga a autarquia a “antecipar necessidades” e “alinhar” os sectores públicos e privados, onde se incluem os operadores de telecomunicações e empresas do sector energético.
Segundo Luís Lopes, o plano prevê quatro níveis de actuação: normalidade, vigilância, prontidão e intervenção preventiva e resposta extraordinária. Entre as acções previstas está, num cenário de precipitação elevada, a verificação de estruturas e pontos críticos, o pré-posicionamento de bombas, a protecção de instalações e a preparação de eventuais interdições de vias e espaços públicos.
Para a eventualidade de vento extremo, a prioridade será “verificar árvores, coberturas e estruturas” e “preparar rotas alternativas e de medidas de protecção”, refere a apresentação feita ao executivo, que aponta também a necessidade de garantir geradores, combustível, água e comunicações redundantes
Parceria com rádios locais
Ao nível da transmissão de informação à população, Luís Lopes adianta que serão trabalhadas parcerias com rádios locais dos municípios vizinhos - em Leiria não existe nenhuma -, não estando descartada a possibilidade de “uma rádio gerida pelo município para emitir em situação de catástrofe em frequência já existente ou não”.
“Este plano de contingência pretende, acima de tudo, termos capacidade de antecipar cenários e de estabelecer directrizes para preparação, prevenção e pré-posicionamento para agentes de protecção civil”, reforça o vereador.
Do lado da posição, o eleito do Chega, Luís Paulo Fernandes, enalteceu a elaboração do plano e defendeu que seja recomendado ao Governo e Instituto Português do Mar e da Atmosfera que “têm de cumprir com os alertas” relativos ao mau tempo, enquanto os vereadores do PSD anunciaram que se pronunciarão sobre o documento depois de o analisarem.