Sociedade
Linha do Oeste reabre até Torres Vedras, mas, para Lisboa, só de autocarro
Ferrovia volta a ter comboios entre Torres Vedras e Caldas da Rainha a 15 de Novembro, mais de nove meses depois de a depressão Kristin ter cortado o troço. Fica restabelecida toda a ligação de Figueira da Foz para sul, mas a viagem até Lisboa continua a exigir autocarro
A circulação ferroviária na Linha do Oeste será retomada a 15 de Novembro entre Torres Vedras e Caldas da Rainha, no troço de 41 quilómetros que esteve fechado desde 28 de Janeiro.
O anúncio foi feito esta segunda-feira pelo Ministério das Infraestruturas e Habitação.
A interrupção durou mais de nove meses e resultou dos estragos causados pela depressão Kristin, que atingiu o País no final de Janeiro.
Com esta reabertura, fica restabelecida toda a ligação entre Figueira da Foz e Torres Vedras.
A Linha do Oeste serve 15 estações e paragens do distrito: Bombarral, Óbidos, Caldas da Rainha, Salir do Porto, São Martinho do Porto, Famalicão da Nazaré, Valado-Nazaré-Alcobaça, Pataias, Martingança-Maceira, Marinha Grande, Leiria, Monte Real, Monte Redondo, Guia e Louriçal.
Fica a faltar o troço entre Mira Sintra-Meleças, em Sintra, e Torres Vedras continua sem comboios e sem data de reabertura.
Nesse percurso mantém-se o transporte rodoviário de substituição, com horários ajustados às chegadas e partidas dos comboios. Quem segue de Leiria ou da Marinha Grande para Lisboa continua, por isso, a mudar para autocarro em Torres Vedras.
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Nove meses de obra, em três fases
A recuperação da Linha do Oeste foi feita de norte para sul. Os trabalhos no troço entre o Louriçal e a Figueira da Foz, cerca de 24 quilómetros, ficaram concluídos a 23 de Fevereiro.
A 16 de Março foi reaberta a circulação entre Caldas da Rainha e o Louriçal, uma extensão de 86 quilómetros que inclui praticamente todo o traçado do distrito.
Segundo o ministério, a Infraestruturas de Portugal procedeu à estabilização de taludes, à recuperação da plataforma ferroviária nas zonas afectadas e à reposição da via, seguidas de verificações técnicas e de segurança antes do regresso dos comboios.