Viver

Lisa Sereno. Um álbum sobre pertença com sentimentos à flor da pele

7 nov 2025 08:00

O disco lançado esta sexta-feira tem selo Omnichord e é uma colecção de experiências vividas pela cantora e compositora de Leiria

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A apresentação de Belonging ao vivo já datas em Lisboa, Porto e Coimbra
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Da mesma editora que revelou Surma e First Breath After Coma, chega esta sexta-feira o disco de estreia da cantora e compositora Lisa Sereno, também com raízes em Leiria, que anteriormente lançou os singles “Mistery” e “Tan Line”, ambos tocados por influências da tradição folk americana.

O álbum, Belonging, com selo Omnichord, fica disponível amanhã, 7 de Novembro, nas plataformas digitais e nos formatos CD e vinil, com uma colecção de experiências vividas ao longo de anos por Lisa Sereno, nome artístico de Maria João Lameiras. “E em algumas canções estou a fazer um luto, a aceitar os meus sentimentos e a apresentá-los da maneira mais livre possível”, comenta. “Acredito que a música deve ser assim, com os sentimentos à vista”.

A antiga aluna do Orfeão de Leiria e do Conservatório Nacional em Lisboa, que cantou na missa, colaborou com orquestras e gosta de musicais, traz na bagagem referências de várias gerações, misturadas com sensibilidade e identidade, desde Molly Drake até Angel Olsen, sem esquecer Zeca Afonso, Madredeus e Silence 4, o canto lírico e a música clássica.

“Depois de a minha voz ter sido comparada à da Joan Baez, na minha adolescência, descobri a música folk norte-americana. A Joan, assim como a Joni Mitchell [canadiana] foram referências importantes para mim, pela maneira como cantavam os agudos, que era diferente do que tinha ouvido até então na música ligeira. Percebi que havia lugar para vozes como a minha”, explicou numa conversa anterior com o JORNAL DE LEIRIA.

Lançado mais de um ano após se revelar com o single “Mistery”, o álbum provoca em Lisa Sereno – finalista do último festival Termómetro – a sensação de um plano que se torna realidade. “Escolhi não apressar para chegar a este resultado com que me identifico totalmente e em que me revejo”.

Belonging reflecte sobre “a ideia de pertença” e a “necessidade” de um lugar que se sente como casa, mas, ao mesmo tempo, abraça a hipótese de que esse mesmo lugar existe dentro de nós.

Com vários temas criados a partir da intimidade, o disco é como uma carta que se abre entre a artista e o público. “Tento sempre escrever e expressar-me sem filtros, mesmo que isso signifique expor as minhas vulnerabilidades e fragilidades. Acho que é isso que dá significado à música e que toca as pessoas e faz com se consigam relacionar com o que canto”, dizia a cantora e compositora há um ano. “A música tem um poder terapêutico para quem a faz e quem ouve”.

Depois de um concerto na Villa Portela em Setembro, durante a inauguração do centro de artes, Lisa Sereno tocou na Maratona de Bandas que decorreu no multiusos Panorama em Alcobaça, no último fim-de-semana. A apresentação de Belonging ao vivo já tem datas em agenda para Janeiro: Casa Capitão (Lisboa), Maus Hábitos (Porto) e Salão Brazil (Coimbra).

Também esta sexta-feira, é partilhado o videoclipe do tema “Fool”.