Abertura

O cerco, a bóia e as lágrimas: a Assembleia Constituinte contada pelos deputados de Leiria

2 abr 2026 08:00

No dia em que se comemoram 50 anos da aprovação da Constituição, recordamos, pela voz dos quatro deputados eleitos por Leiria ainda vivos, alguns dos episódios que marcaram os dez meses de trabalhos parlamentares

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Abílio Lourenço, António Aires Rodrigues e Álvaro Órfão
Ricardo Graça
Maria Anabela Silva

Foi um dia longo aquele 2 de Abril de 1976. Os trabalhos da Assembleia Constituinte começaram pelas 9:45 horas e só terminaram pelas 22:50, com aplausos “vibrantes”, ao som do hino nacional e com lágrimas à mistura. Após uma maratona de dez meses, com 132 sessões plenárias, estava aprovada a Constituição Portuguesa. Cinquenta anos depois, recordamos, pela voz de Álvaro Órfão (86 anos), Pedro Lagido (89 anos), António Aires Rodrigues (80 anos) e Abílio Lourenço (91 anos), os quatro deputados constituintes eleitos por Leiria ainda vivos, alguns dos episódios que marcaram os trabalhos parlamentares.

Antigo presidente da Câmara da Marinha Grande, o socialista Álvaro Órfão fala da aprovação da Constituição como um “dia memorável”. “Era a consagração de uma ideia de progresso, de democracia e de liberdade para o País”, partilha, com indisfarçável orgulho por o seu nome constar do livro original da Constituição e nos diários da assembleia que mandou encadernar. “Não por vaidade, mas pelo que representou para o País”, frisa o antigo constituinte, que ficou conhecido como o “deputado da bóia”.

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