Sociedade

Politécnico de Leiria reforça oferta de ensino superior a norte de Lisboa

14 jul 2021 14:47

Com cursos técnicos superiores profissionais e pós-graduações em tecnologias de informação, comunicação e electrónica, química, conservação e restauro, turismo e desporto

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Acordo foi assinado hoje e deverá entrar em efeito a partir do próximo ano lectivo
Ricardo Graça/Arquivo
Redacção/Agência Lusa

O Politécnico de Leiria vai ajudar a reforçar a oferta de ensino superior politécnico na região norte de Lisboa. A instituição irá participar, a partir do próximo ano lectivo, num plataforma colaborativa que envolve ainda os institutos politécnicos de Santarém, Setúbal e Tomar.

O reforço de formações curtas de âmbito superior, que poderá atingir já 900 alunos, vai abranger os concelhos de Amadora, Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Odivelas, Sintra, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.

Este um protocolo tem como fim a resposta à escassez de formação em oito concelhos na região de Lisboa, disse hoje o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, Pedro Dominguinhos.

Segundo o responsável, que é também presidente do Politécnico de Setúbal, o protocolo assinado hoje, vai “formalizar a plataforma de ensino superior onde os quatro politécnicos irão criar oferta formativa para responder a uma necessidade muito clara que tem vindo a ser identificada, que é escassez ou inexistência de ensino politécnico nesses concelhos”.

Com o envolvimento dos institutos politécnicos, de municípios, de empresas e das comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Centro, o protocolo prevê alargar a oferta de cursos técnicos superiores profissionais e pós-graduações nas áreas das tecnologias de informação, comunicação e electrónica, química, conservação e restauro, turismo e desporto.

“Estamos a falar de cerca de 35 cursos, o que significa um alcance potencial de 800 a 900 alunos. No próximo ano lectivo, há 900 alunos que podem ser uma oportunidade de ensino superior”, disse o presidente do Politécnico de Setúbal.

Dominguinhos sublinhou que a acção nestes concelhos é também explicada por “três situações muito concretas: uma população significativa, cerca de 1,3 milhões de pessoas, tecidos empresarias dinâmicos em muitos deles e, simultaneamente, sobretudo com a questão da pandemia [da Covid-19], um nível de desemprego relativamente elevado, que cresceu nos últimos meses”.

Ao mesmo tempo, nos últimos dez anos, o número de estudantes do ensino profissional tem vindo a subir nestes municípios e houve um crescimento de população, pelo que há também o objectivo de aumentar a oferta de formação para dar resposta à população ativa destes territórios.

O ano lectivo 2021/22 será uma experiência-piloto, “mas há compromisso dos politécnicos, no âmbito das suas candidaturas ao Plano de Recuperação e Resiliência, de incluírem o escalar desta oferta formativa”, incluindo cursos de especialização, para responder às necessidades das empresas.

“Já temos cursos negociados com as empresas, que vão iniciar-se em 2022 e 2023, e carecem de outro tipo de instalações, outro tipo de planeamento”, explicou.

Pedro Dominguinhos sublinhou que estes cursos de dois anos de ensino superior (não de grau) permitem, além do desenvolvimento de competências ligadas aos territórios, o prosseguimento de estudos para licenciaturas e a formação ao longo da vida.

Os cursos serão ministrados em várias escolas profissionais e secundárias e também em edifícios municipais.

A sessão de formalização do protocolo vai contar com os ministros da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, além dos presidentes dos quatro politécnicos, representantes dos municípios e da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, entre outros.

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