Sociedade
Pombal avança com a reabilitação da aldeia mais antiga do concelho
Casas em ruína, população envelhecida e saberes que se perderam. É este o retrato que o diagnóstico da Câmara de Pombal traça da Aldeia do Vale, a povoação habitada mais antiga do concelho, e que agora justifica uma operação de reabilitação urbana com discussão pública pela frente
ACâmara de Pombal aprovou o avançar da Operação de Reabilitação Urbana da Aldeia do Vale, quase três anos depois de a Assembleia Municipal ter delimitado a área, a 21 de Setembro de 2023.
Segundo nota do município, o passo agora dado dá corpo à estratégia de valorização e revitalização de um dos mais emblemáticos núcleos rurais do concelho.
O diagnóstico feito ao território identificou uma degradação expressiva do parque habitacional, envelhecimento da população e êxodo rural, associados à perda dos saberes tradicionais, à escassez de serviços de proximidade e a fragilidades no espaço público e nas infra-estruturas.
O plano pretende recuperar o património construído, qualificar o espaço público e dinamizar a economia local, preservando as características históricas do lugar.
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Aldeia de origem medieval
Situada no sopé do maciço calcário da Serra de Sicó, a Aldeia do Vale é de origem medieval e figura já em registos de 1527, quando tinha 17 vizinhos em conjunto com a vizinha Arroteia.
As casas são de pedra calcária, térreas ou de sobrado, com telhados de duas águas, currais anexos e eiras circulares.
No lugar subsistem uma capela dedicada a Nossa Senhora do Amparo, do século XVIII, um fontanário e um bebedouro para animais reedificado em 1997.
A povoação tem ainda uma particularidade administrativa: a rua principal divide-a entre duas freguesias, ficando o lado direito em Vila Cã e o esquerdo em Pombal.
Foi por isto que a proposta teve de ser apreciada e validada pelas duas juntas.
O que muda para quem lá vive?
Com a operação de reabilitação urbana, o município fica habilitado a definir o modelo de execução, os apoios e os incentivos aplicáveis às obras dentro da área delimitada.
Segue-se um período de discussão pública, que permitirá à população e às entidades interessadas pronunciar-se sobre o futuro da aldeia.
A autarquia diz querer, por esta via, reforçar a atractividade do lugar, criar condições para a fixação de população, apoiar novas actividades económicas e potenciar os recursos naturais, culturais e turísticos da Serra de Sicó.
A nota do município não revela quando abrirá a discussão pública, quanto custará a reabilitáção, quantos fogos abrange e quantas pessoas ali vivem hoje.