Economia
Universidade de Leiria lidera registos de desenho de produto no País
Entre 2022 e 2025, a instituição submeteu 23 pedidos e obteve 22 registos. Boa parte vem da Escola de Artes e Design das Caldas da Rainha.
Não é com patentes que a Universidade de Leiria e Oeste se distingue no País, é com desenho de produto.
A instituição é a que tem mais Desenhos ou Modelos nacionais em vigor entre todo o ensino superior português, e por isso foi distinguida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial a 16 de Outubro, na conferência internacional com que o INPI assinalou meio século de existência, no Museu do Oriente, em Lisboa.
A contagem refere-se a Janeiro deste ano.
Entre 2022 e 2025, a universidade submeteu 23 pedidos de registo de Desenhos ou Modelos e viu 22 serem concedidos. No mesmo período apresentou 38 pedidos de patente, dos quais foram concedidos 21.
Boa parte desses registos vem das Caldas da Rainha, da Escola de Artes e Design e do LiDA, o laboratório de investigação em design e artes. Um Desenho ou Modelo protege a aparência de um produto, registando a forma, as linhas, os contornos, a textura, e não a solução técnica que é gerida pela patente industrial.
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O registo como parte do ensino
Em nota, o reitor, Carlos Rabadão, refere que o registo não é um procedimento que venha no fim. “É parte integrante da forma como se ensina, investiga e inova”, afirma.
“Ao desafiar estudantes, docentes e investigadores a conhecerem o estado da arte e a desenvolverem soluções verdadeiramente originais, promove-se uma cultura de criatividade, rigor e diferenciação.”
O acompanhamento cabe ao GAPI, o gabinete de apoio à propriedade intelectual da instituição, que ajuda docentes, investigadores e estudantes a identificar o que pode ser registado e a preparar os pedidos.
“Queremos que a valorização do conhecimento seja considerada desde as primeiras etapas da investigação”, acrescenta o reitor, que tomou posse em Agosto como primeiro responsável máximo da instituição desde a passagem a universidade.
A mesma nota indica que os pedidos de patente de invenção cresceram 36,8% até Setembro, citando o INPI.
A propriedade intelectual representa quase 43% do Produto Interno Bruto nacional.