Sociedade

“Acredito numa política de porta aberta, onde todos os fregueses têm voz”

19 jul 2026 12:00

Manuel Barroso, presidente da Junta de Porto de Mós, escolhia D. Fuas Roupinho para presidente honorário da freguesia

acredito-numa-politica-de-porta-aberta-onde-todos-os-fregueses-tem-voz
Manuel Barroso, presidente da Junta de Porto de Mós
O Portomosense

Quais as suas principais preocupações enquanto autarca?
Enquanto autarca, a minha prioridade são as pessoas e o seu bem-estar. Defendo uma gestão de proximidade, baseada no diálogo e na resolução dos problemas do dia-a-dia, mantendo uma articulação permanente com o município. Acredito numa política de porta aberta, onde todos os fregueses têm voz. Assumo também o compromisso de valorizar as nossas tradições, apoiar a comunidade e promover iniciativas que aproximem as pessoas, desde os mais jovens aos mais idosos. Paralelamente, represento a freguesia na defesa dos seus interesses e na reivindicação de investimentos importantes para o futuro, com rigor e responsabilidade.

Que visão tem para o futuro da freguesia e o que gostaria de alcançar durante o seu mandato?
Uma freguesia onde todos os cidadãos, independentemente da idade, sintam orgulho em viver. Uma freguesia mais moderna, inclusiva e sustentável, que preserve a sua identidade e as suas tradições, sem perder de vista o futuro e os desafios que este nos coloca. Este caminho só será possível através da proximidade, da participação activa dos cidadãos e de uma gestão responsável, transparente e eficiente dos recursos públicos.

Se tivesse um orçamento ilimitado para um projecto, qual seria?
Se dispusesse de um orçamento ilimitado, o projecto que mais gostaria de ver concretizado seria a construção de um pavilhão multiusos, capaz de servir não só a freguesia de Porto de Mós, mas todo o concelho.

Imagine que a sua freguesia é um livro. Que título ou que livro escolhia?
A freguesia é diversificada no seu património histórico, cultural e natural. A título de exemplo, destaco a Casa dos Cantoneiros, requalificada recentemente. Seria interessante um título que apele à visita deste património: Sugiro “Casa dos Cantoneiros - Entre pedras, caminhos e histórias”.

Se pudesse convidar uma figura histórica ou celebridade para ser Presidente Honorário da Junta por um dia, quem seria e porquê?
Convidava D. Fuas Roupinho, por ser uma figura marcante da história de Porto de Mós. Como alcaide da vila e conhecedor destas terras, representa a coragem, a liderança e a identidade da nossa freguesia.

Indique três locais imperdíveis na sua freguesia.
Como o Castelo já tem o seu destaque merecido, sugiro outros locais também dignos de visita: A Igreja de São Pedro, pelo seu valor patrimonial; a ecopista, pela ligação à natureza e pelo espaço de lazer que proporciona às nossas gentes e a quem nos visita, e a Casa dos Cantoneiros, pela memória que guarda e pela ligação às vivências e tradições da nossa freguesia. Este projecto baseou-se na recriação, na parede, de rostos de dois antigos cantoneiros, através das várias tonalidades de calçada. Esta obra foi a primeira em que a calçada portuguesa foi aplicada na vertical, em Portugal. A Rotunda dos Colos, a par da Casa dos Cantoneiros, constitui um importante elemento de valorização da calçada portuguesa, classificada como Património Cultural Imaterial de Portugal. Esta obra, na qual a calçada se destaca pela sua aplicação também na vertical, assume um forte simbolismo, estabelecendo uma ligação entre duas freguesias [Porto de Mós e Alqueidão da Serra].