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Anónimo doa 8 mil euros para levar António Casalinho e "Giselle" ao Coliseu

3 mai 2021 12:50

Conservatório Internacional de Ballet Annarella Sanchez tem crowfunding a decorrer

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António Casalinho, 17 anos, é uma das mais promissoras promessas do ballet mundial
Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez
Jacinto Silva Duro

O Conservatório Internacional de Ballet Annarella Sanchez quer levar o ballet Giselle ao palco do Coliseu, em Lisboa, e permitir ao premiado no Prix de Lausanne, António Casalinho, dançar num palco da capital, antes de a sua carreira o levar para fora do País.

Para alcançar ambos os objectivos, Annarella Sanchez criou uma angariação de fundos online e, esta manhã, teve uma surpresa. Um anónimo doou oito mil euros de uma assentada.

Um bom augúrio para levar a bom porto os seus intentos. A professora de dança pretende levar, no dia 24 de Julho, ao Coliseu, Casalinho e um grupo de mais de 30 bailarinos, muitos deles também premiados, para se apresentarem coreografados por Maina Gielgud.

“Até pensei que alguém tinha colocado 80 euros e se enganou. Fiquei com febre”, conta.

Há poucos dias, num artigo de jornal e na televisão, a professora explicou que precisaria de oito mil euros para alugar o Coliseu e foi, justamente, essa a quantia que lhe caiu “no sapatinho”. 
 
“Já houve um senhor belga que nos deu 700 euros e que comprou duas filas do Teatro José Lúcio da Silva, para eu dar a quem quisesse, porque ele não podia vir ao espectáculo da semana passada. Mas não sei quem deu estes oito mil euros.” 

A responsável acredita que o benemérito não é português, mas que terá uma ligação a Portugal. “Ou a alguém de Lisboa, que quer mostrar que o ballet clássico em Portugal não morreu e que procura, noutros países, quem apoie estes espectáculos.” 

O valor agora recebido tornou a ideia de levar António Casalinho e a Giselle, do Conservatório Annarella, ao palco do Coliseu, uma certeza.

A professora de dança vai, entretanto, assinar o contrato de aluguer e procura agora um lugar onde hospedar as três dezenas de bailarinos.

O custo total é mais próximo dos dez mil euros, para cobrir a maior parte dos custos, incluindo os cenários solicitados à Companhia Nacional de Bailado (CNB). Até pedi a Orquestra da CNB, mas não sei...”

Desde 2015, que não há bailado no palco do Coliseu e Annarella acredita que o público vai esgotar a sala.

Por comparação, diz que, quando se fez, recentemente, “O lago dos Cisnes, em Leiria, foi uma loucura”.

Para o Coliseu, a professora espera conseguir ter a presença de Alessandra Ferri, a bailarina que considera ter sido a “melhor Giselle de sempre”, e prima ballerina, nos anos 70 e 90, no Royal Ballet e American Ballet Theatre.

“Quero muito que o ballet clássico não acabe em Lisboa, porque Leiria já o tem. Aqui já o fazemos”, resume uma emocionada Annarella Sanchez, sublinhando que, após a ida ao Coliseu, quer levar Giselle ao Porto. 

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