Sociedade

Bispo diz que “ninguém pode ficar indiferente” ao sofrimento do próximo

13 dez 2019 10:20

Na sua tradicional mensagem de Natal, D. António Marto pede “acções concretas de solidariedade e partilha”.

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O bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, defende na sua mensagem de Natal que “ninguém pode ficar indiferente” ao sofrimento do outro e sublinha a necessidade de acções de partilha e de ajuda aos mais frágeis e necessitados.

“Para tornar o mundo mais fraterno, para levar a todos verdadeira alegria do Natal, é imperativo que demos testemunho com acções concretas de solidariedade e partilha. Ninguém pode ficar indiferente”, pode ler-se no texto.

Frisando que a celebração do Natal “é uma festa que toca o coração de muita gente, cristãos ou não, e desperta os melhores sentimentos na sociedade”, D. António Marto adverte que esta quadra “não deve ser reduzida a uma mera comemoração social de uma data de calendário”. Além disso, a celebração natalícia não pode “ser desfocada por uma visão comercial e de consumo”, reforça o cardeal .

Intitulada O Presépio, sinal da ternura, da fraternidade e da alegria do Natal, a mensagem de Natal do bispo de Leiria-Fátima é inspirada na carta do Papa Francisco Sinal Admirável, divulgada a 1 de Dezembro, sobre o significado e valor do presépio.

Convidando à sua leitura, D. António Marto considera que a carta de Francisco “ajuda-nos a (re)descobrir e saborear a beleza e a riqueza da espiritualidade do Natal, através da meditação das várias cenas e figuras do presépio.

“O nosso mundo e em especial as crianças e os jovens têm necessidade do testemunho vivo, corajoso e entusiasta desta alegria dos cristãos. Sejamos ousados no envolvimento dos jovens na construção do Presépio, na sua contemplação e na celebração do Natal juntos com eles”, acrescenta o bispo.

Na sua mensagem, D. António Marto apela ainda à participação na ‘Campanha 10 milhões de Estrelas’, promovida pela Cáritas Nacionaç e que se traduz na venda de velas. Cada uma custa dois euros, sendo que 65% das receitas arrecadas na diocese se destinam ao trabalho de apoio às pessoas carenciadas, desenvolvido pela Cáritas Diocesana. Os restantes 35% serão entregues à Cáritas de Moçambique para ajuda às vítimas do ciclone Idai.



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