Brutalismo: Ou se ama ou se odeia
Viver
Brutalismo: Ou se ama ou se odeia
25 jun 2026 10:00
Há blocos de cimento que parecem carregar o peso do mundo e outros que, desafiando a gravidade, parecem flutuar sobre a paisagem. Uma linguagem que é ética mais do que estética
Para uns, é uma reinterpretação brutalista; para outros, um manifesto pós-moderno
Ricardo Graça
Paula Lagoa
redaccao@jornaldeleiria.pt
Na arquitectura, poucas correntes estéticas dividem tanto as opiniões como o Brutalismo.
Para uns, é a consagração da crueza, da honestidade e da força monumental; para outros, uma agressão visual cinzenta e inacabada.
O termo, que deriva do francês béton brut (betão cru) cunhado por Le Corbusier, nasceu no pós-guerra com uma premissa ética: desenhar edifícios despidos de máscaras, onde a estrutura e o material são o próprio ornamento.
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