Sociedade

Casal critica demora na reavaliação de retirada de bebé

13 jul 2020 10:17

Pais apontam o dedo à Segurança Social

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Pais garantem terem condições para cuidar da criança, que foi entregue, provisoriamente, à tia
Ricardo Graça

Um bebé foi retirado aos pais assim que nasceu no hospital de Leiria, em Fevereiro. A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) foi chamada a intervir e o não consentimento do pai para a intervenção levou o juízo de Família e Menores e avançar com uma medida cautelar provisória.

A criança foi entregue aos cuidados de uma tia, mas o processo deveria ter sido reavaliado até 19 de Junho.

“O que nos dizem é que a técnica da Segurança Social (SS) ainda não entregou o relatório, pelo que o tribunal não pode tomar nenhuma decisão”, conta Vera Lopes.

A mãe luta ainda com a própria família para poder visitar o filho, agora com quatro meses. “Nem sempre me deixam visitá-lo e já apresentei duas queixas na polícia. O tribunal deu autorização para que possamos estar com o nosso filho”, assegura.

O pai acrescenta que as visitas sempre lhe foram vedadas, pelo que não pega na criança desde que esta saiu do hospital. Vera Lopes assume que tem três filhos de outras relações, que foram institucionalizados.

“Na altura, fui pai e mãe. Fiquei sozinha com três filhos e o mais velho meteu-se na droga aos 13 anos. Pedi ajuda à CPCJ, que sugeriu a institucionalização. Quis o melhor para eles”, constata, contrariando a tese de alegada negligência. “Não percebo por que me acusam a mim. E os pais deles? Não têm responsabilidade em tê-los

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