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Da Colômbia ao Japão, o mundo volta a encontrar-se no Nascentes, com música e espírito de comunidade
Já há datas e cartaz para o festival que acontece na aldeia das Fontes e celebra o arranque do Verão
Entre 1 e 5 de Julho, regressa o festival Nascentes, na aldeia de Fontes, e de novo com música de diferentes geografias e linguagens.
Bitoi (Suécia e Dinamarca), Dasom Baek (Coreia do Sul), Elektro Hafiz (Turquia e Alemanha), Indus (Colômbia) e MadMadMad (Reino Unido) estão entre os nomes hoje avançados pela organização, numa lista em que também se incluem Vipertime (Reino Unido), Za! (Catalunha, Espanha) e WaqWaq Kingdom (Japão).
De Portugal, a edição de 2026 conta com Plaka, Sunflowers, La Familia Gitana e a alma cabo-verdiana do Conjunto Contratempo.
Há concertos contemplativos, outros para dançar, electrónica, improvisação, jazz, a energia do rock e ritmos africanos.
Nas margens do Lis, em modo residência artística, Carincur & João Pedro Fonseca reencontram-se com o Coro das Fontes, e a programação, para todas as idades, abrange passeios sonoros orientados por Luís Antero, oficinas infanto-juvenis e discos e petiscos sobre o rio.
Desenvolvido em comunidade pela Omnichord / Ccer Mais com a Associação Cultural e Recreativa Nascentes do Lis e as pessoas das Fontes, o Nascentes afirma-se como “espaço de descoberta, partilha e criação colectiva”, em que “a arte é um lugar de encontro, escuta e transformação”.
As casas, os jardins e as hortas abrem-se para acolher o festival, que emerge como “gesto colectivo” e manifestação de “proximidade”.
“Um encontro que se constrói devagar e em conjunto, feito das mãos de quem o imagina, de quem o levanta e de quem o vive. O Nascentes só existe porque é feito a várias mãos, mãos que acompanham, orientam, apoiam e abrem caminho”, é referido no texto de divulgação.
“O Nascentes nasce de uma dimensão profundamente humana: a consciência de que somos frágeis e interdependentes. É precisamente nessa vulnerabilidade que encontramos a capacidade de cuidar, resistir e criar em conjunto. A mão que ampara é também a mão que impulsiona. A que ajuda a levantar, a experimentar, a falhar e a continuar”, conclui a organização.