Sociedade

“Dava-nos agora muito jeito D. Dinis com a sua visão sobre a floresta

10 mai 2026 12:00

Manuel Faria, presidente da União de Freguesias de Leiria, Pousos, Barreira e Cortes, diz que a isenção de portagens era “uma ajuda importante para aliviar o trânsito” nos principais acessos à cidade

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Quais as suas principais preocupações enquanto autarca?
Ir ao encontro do cidadão. A limpeza das florestas é a principal preocupação no momento. Estamos numa corrida contra o tempo, para termos o mínimo de sobrantes na floresta, quer nos caminhos, quer nos terrenos, para a salvaguarda de pessoas e bens. Nas Cortes, há uma outra preocupação. A intempérie destruiu o canal que levava a água de uma margem do rio para a outra e que permitia a rega de todos aqueles campos. Esperamos que a reparação avance nos próximos dias. Há também questões de natureza social para acompanhar e às quais temos vindo a dar resposta.

Que visão tem para o futuro da união de freguesias e o que gostaria de alcançar durante o seu mandato?
Que as escolas tivessem todas as condições necessárias para acolher os alunos e responder ao crescente aumento da procura. A nova escola de São Romão vai ser importante, porque alarga a resposta. Temos ainda trabalho a fazer na reconstrução das escolas afectadas pela tempestade. Fizemos tudo o que era possível para que elas voltassem a funcionar com as condições mínimas, mas, agora, com um pouco mais de tranquilidade, é preciso repor, ou até melhorar, as condições que tinham antes da tempestade. Parece-me também que a união de freguesias tem todas as condições para crescer e ser atractiva para a instalação de mais empresas.

Imagine que tem orçamento ilimitado para um projecto. Qual escolhia?
Arranjar forma de intervir na rede viária, entre outras coisas. Em alguns pontos da União de Freguesias é difícil circular em determinados momentos do dia. A isenção de portagens era uma ajuda importante para aliviar o trânsito. A Câmara tem estado a trabalhar nesse sentido, de forma a que se possa criar uma circular externa à cidade. Se o orçamento fosse ilimitado, arranjaríamos alternativas que permitissem o escoamento do tráfego de forma mais fácil. Haveria muito onde gastar o dinheiro. Gostaria também que as instalações desportivas pudessem ter outra capacidade de resposta.

Imagine que a sua freguesia é um livro. Que título ou livro escolhia?
Sobre o olhar do Castelo, porque dali conseguimos ver quase toda a freguesia. Se pudesse convidar uma figura histórica ou celebridade para ser Presidente Honorário da Junta por um dia, quem seria e porquê? O Rei D. Dinis, para replantar as nossas florestas. Dava-nos agora muito jeito D. Dinis com a sua com a sua visão sobre a floresta e sobre o Pinhal de Leiria, todo aquele espaço à beira-mar que, durante séculos, funcionou como travão para as intempéries vindas do mar.

Indique três locais imperdíveis na sua freguesia.
O Castelo, sem dúvida. Depois, há a Mata da Curvachia, que tem características muito especiais. Imperdível é também a Senhora do Monte que, em dias de céu limpo, nos permite ver o mar e ter um olhar além da freguesia. Já a Barreira tem o Solar e o Jardim do Visconde que, neste momento, não estão em condições para funcionarem como um espaço de lazer como gostaríamos. São zonas especiais que também sofreram com a tempestade, mas que já antes precisavam de intervenção. Há projectos para intervir nos dois espaços. Nos próximos meses, contamos que avance a intervenção no jardim e alguns trabalhos no solar, para evitar que o espaço se degrade mais.