Sociedade

Estudo: Quase 30% dos inquiridos aumentaram actividade física em quarentena

22 abr 2020 21:00

Estudo sobre hábitos de vida em quarentena desenvolvido por investigadores do Politécnico de Leiria.

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Prática de actividade física durante a quarentena foi um dos itens do estudo
Ricardo Graça
Maria Anabela Silva

Os resultados preliminares de um estudo sobre hábitos de vida em quarentena, desenvolvido por investigadores do Politécnico de Leiria, revela que quase 30% dos inquiridos aumentaram a actividade física nesta período. Os dados já divulgados indicam ainda que as mulheres sentem-se mais ansiosas do que os homens com o confinamento social.

De acordo com os dados preliminares do estudo, 29% das mulheres inquiridas admitiram que o período de quarentena lhe permitiu aumentar os níveis de actividade física, sendo que entre o sexo masculino esse valor baixa ligeiramente (27%)

Em relação aos hábitos alimentares, 45% dos inquiridos referem ter passado a comer mais vezes, sendo que 32% assumem que estão a comer em maiores quantidades. Por outro lado, quando questionados se têm agora mais ou menos cuidado na selecção dos alimentos, 42% dizem que passaram a ser mais cuidadosos.

Quanto à qualidade do sono durante este período, 58% dos participantes referem estar satisfeitos. Entres os inquiridos, 61% mantiveram os horários de deitar que tinham do período pré-Covid.

Para analisar os níveis de ansiedade, o estudo definiu uma escala que se situa entre 20-80. Os resultados indicam que as mulheres apresentam um valor médio mais elevado, na ordem dos 46 pontos, enquanto entre os homens ronda os 41.

“Os dados permitem perceber que os indivíduos que referiram maior níveis de actividade física apresentaram níveis de ansiedade mais baixos”, realçam os autores do estudo, coordenado por Raul Antunes, docente e investigador da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria.

Numa primeira análise aos resultados, os autores do estudo sublinham ainda o facto de “os dados parecerem indicar que a população portuguesa está mais atenta aos benefícios da actividade física e exercício e, ainda, em relação a outros comportamentos como os hábitos de sono e alimentação”.

Os investigadores advertem, no entanto, que “a prática de exercício regular requer o aconselhamento de um profissional do exercício físico, capacitado para a avaliação e prescrição de um programa de treino individualizado e adaptado às reais necessidades do indivíduo.

O estudo contou com a participação de 1.428 pessoas (70% mulheres e 30% homens) de todo o País, distribuídos, em termos geográficos, da seguinte forma: região Centro (73%); Lisboa e Vale do Tejo (16%), Norte (6%) e restantes regiões, ilhas e estrangeiro (5%).

Entre os que responderam ao inquérito, 52% residem em moradias. Aquando da recolha de dados do inquérito, que aconteceu entre o final de Março e início de Abril, mais de um terço (33%) dos inquiridos encontra-se em isolamento social sem trabalho e com outras pessoas na mesma habitação, enquanto 40% estavam em teletrabalho a partir de casa, partilhando a mesma com outras pessoas do seu agregado

Coordenada por Raul Antunes, a equipa responsável pelo estudo integra Nuno Amaro, Rui Matos, Rogério Salvador, Ricardo Rebelo-Gonçalves e Pedro Morouço, todos docentes da ESECS, e conta com a colaboração de Roberta Frontini, investigadora da Universidade de Aveiro.

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