DEPRESSÃO KRISTIN

Governo apresenta programa de apoio para empresas afectadas pela tempestade no valor de 150 ME

17 fev 2026 18:24

O presidente da Câmara da Marinha Grande alertou que “a tempestade provocou danos profundos no tecido empresarial da Marinha Grande e o impacto foi transversal a vários sectores"

governo-apresenta-programa-de-apoio-para-empresas-afectadas-pela-tempestade-no-valor-de-150-me
O Governo vai abrir, até ao final do mês, o IFIC — Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade, criado com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência não executadas. O novo concurso será exclusivamente destinado às empresas da região Centro, afectadas pela tempestade, focado em investimentos que poderão ascender aos 400 milhões de euros, com uma dotação pública de 150 milhões, refere uma nota de imprensa da Câmara Municipal da Marinha Grande.
 
O anúncio foi feito pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, durante uma reunião com empresários, na Marinha Grande, que contou com a presença de representantes do Município da Marinha Grande, CCDRC, Estrutura de Missão, IAPMEI, CIMRL, associações empresariais e sectoriais e empresários.
 
De acordo com a nota de imprensa, Manuel Castro Almeida assumiu que o apoio poderá assumir uma comparticipação do Governo entre 30% e 50% a fundo perdido, constituindo “uma fonte de financiamento nova”, pensada para acelerar a recuperação económica e reforçar a competitividade regional.
 
O objectivo é adequar o dinheiro às reais necessidades da região, estabelecendo regras de elegibilidade em diálogo com o tecido empresarial.
 
Já o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, adiantou que o instrumento é particularmente orientado para a indústria e alinhado com necessidades regionais e sectoriais.
 
"Este novo programa representa um sinal concreto de reconhecimento das dificuldades vividas pelas empresas da nossa região e da necessidade de uma resposta excepcional”, afirmou o presidente da Câmara da Marinha Grande, citado na nota de imprensa.
 
Paulo Vicente acrescentou que “a tempestade provocou danos profundos no tecido empresarial da Marinha Grande e o impacto foi transversal a vários sectores".
 
"As empresas precisam de apoio para recuperar, modernizar-se e reforçar a sua competitividade. Sabemos que muitas enfrentam desafios sérios e imediatos, por isso, importa que esta e outras medidas sejam tomadas para fortalecer a nossa economia", disse.
 
Armando Constâncio, vice-presidente da autarquia, apelou ao Governo que auxilie o Município a desbloquear o processo de alargamento da Zona Industrial, que se encontra limitado pela existência de terrenos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a melhorar as acessibilidades, passando por alternativas rodoviárias ou eventual isenção de portagens.
 
Durante a reunião, empresários e representantes setoriais partilharam preocupações e propostas e chamaram a atenção para problemas não resolvidos, como o custo elevado dos geradores, devido à falta de normalização da média tensão, situação que ainda está a afectar muitas empresas.
 

Veja Também