Economia

Grupo Vidrala esclarece valores já praticados nas empresas em resposta à greve no sector

5 abr 2025 10:45

Em comunicado, o grupo adianta que a remuneração bruta mensal média está acima dos dois mil euros

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Trabalhadores do sector vidreiro estão em greve desde 25 de Março
FEVICCOM

Desde 25 de Março que os trabalhadores do sector vidreiro estão em greve por aumentos salariais dignos, com paralisações na Santos Barosa, Gallo Vidro, Vidrala Logistics (do Grupo Vidrala) e BA Glass, convocadas pela FEVICCOM – Federação dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro.

Face às reivindicações dos trabalhadores, a direcção do Grupo Vidrala veio a público “clarificar o momento conturbado” vivido e adiantou que, nos últimos 10 anos, os aumento salariais aplicados ficaram acima da inflação, com “valores cumulativos superiores a 12%”.

“Esta mesma política salarial faz com que, actualmente, a remuneração bruta mensal média, retirando quadros directivos e todos os outros de liderança, das empresas SB Vidros e Gallo Vidro, seja substancialmente superior ao verificado em Portugal, situando-se este valor médio, nestas empresas Vidrala, acima dos 2.000€ mensais”, pode ler-se no documento.

O grupo empresarial adianta que o valor mais baixo de vencimento base é de 1.244 euros, “a que acresce subsídio de alimentação, subsídios de turno, prémios mensais, entre outros”.

Quanto aos aumentos aplicados em 2025 – “trabalhados numa primeira fase com os sindicatos” – estes variam entre os 100 e os 140 euros, o que representará aumentos superiores a 4%, “quando a inflação verificada foi de 2,4%”.

A direcção do Grupo Vidrala lembra que a “esmagadora maioria” dos trabalhadores tem uma carga horária de “menos de 35 horas normais semanais” e, aqueles que não têm este horário, “efectuam no máximo 37,5 horas semanais”.

“Existe um conjunto de medidas adicionais destinadas às nossas pessoas, como seguro de saúde, serviços médicos gratuitos, entre outras, que fazem com que a Vidrala seja uma referência positiva no mercado de trabalho em Portugal.”

O grupo frisa que continuará a “trabalhar internamente” para clarificar o actual “momento conturbado” do sector e “alcançar uma estabilidade importante” para as empresas, mercados onde actuam e trabalhadores.

A FEVICCOM já emitiu um novo pré-aviso de greve relativa à Gallo Vidro, entre os dias 11 e 13 de Abril, e a Santos Barosa, de 14 a 15 de Abril, e, entre as reivindicações, estão aumentos salariais de 8%, aumentos dos prémios de produção e dos dias de férias, 35 horas de trabalho semana e melhoria das condições de trabalho, entre outras.