Sociedade

Incongruências e arqueologia atrasam obras na Rua dos Mártires

20 set 2019 00:00

Município de Leiria prevê conclusão dos trabalhos em Novembro

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Cansados, irritados, zangados e desolados. É assim que se sentem os empresários da Rua dos Mártires, em Leiria, via que liga as rotundas Melvin Jones e Papa Francisco, perante as obras que se iniciaram a 7 de Janeiro – com um mês de trabalhos de arqueologia - e perduram sem fim à vista. A duração dos trabalhos inicialmente prevista era de 180 dias.

A Câmara de Leiria explica que o atraso se prendeu “com situações alheias aos trabalhos previstos na empreitada, nomeadamente incongruências detectadas ao nível das infraestruturas enterradas e arqueologia”.

Na última reunião de Câmara, o presidente Gonçalo Lopes admitiu que “foram surpreendidos com falta de informação base ao projecto”. A estimativa da conclusão da obra está agora prevista para o final de Novembro.

Estas são justificações que “servem de pouco” para quem se vê “prejudicado” no seu dia-a-dia. Conceição Abreu (Sana), sócia-gerente do Externato Infantil e 1.°ciclo O Castelinho, mostra a sua revolta: “É indecente. Sei que as obras têm de ser feitas, que é preciso melhorar, mas não era necessário ser tudo de uma vez. Não podemos abrir as janelas, tendo em conta a poeira, que prejudica os meninos, sobretudo, os que já têm problemas respiratórios, e o acesso é muito complicado”, revela.

Segundo esta responsável, a “cratera que abriram à porta” ainda dificulta mais o acesso à escola de crianças com 3 e 4 anos. “Os pais têm de as trazer ao colo ou às cavalitas. Já tivemos um dia sem água das 9 às 18:30 horas e é muito complicado deixar o carro longe e trazer as compras a pé.”

Conceição Abreu garante que já perdeu inscrições e tem dificuldade em angariar novas crianças, assim como explicar a quem vem de fora onde fica a escola. Além disso, acrescenta, não compreende por que razão as obras pararam durante o mês de Agosto, “quando as escolas estão fechadas”.

A responsável lamenta ainda a falta de sensibilidade de quem está a trabalhar na requalificação. “Os palavrões são tantos que já tivemos de pedir a intervenção da polícia para sensibilizar os trabalhadores, já que temos aqui crianças.”

“Temos sorte que ainda não começou a chover, porque se tal suceder isto passa a ser um lamaçal. Se o colégio fechar – tem 53 anos e não depende de nenhum apoio – vou pedir responsabilidades à Câmara e mover

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