Economia

Interior do futuro eléctrico ID.1 tem o dedo da Maxiplás

8 jul 2026 09:24

Empresa de Pombal, do Grupo Socem, vai produzir porta-luvas do novo veículo eléctrico

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Site Volkswagen Portugal
Daniela Franco Sousa

Está agendado para 2027 o início da produção do ID.1, novo modelo eléctrico, citadino, que será fabricado em Portugal, na Volkswagen Autoeuropa, em Palmela. Marco para a fábrica portuguesa, que vem reforçar o seu papel na electrificação, o ID.1 será uma realidade que conta a participação da Maxiplás. Empresa sediada no concelho de Pombal, a Maxiplás é especializada no processamento de termoplásticos de engenharia e integra o Grupo Socem.

Ao JORNAL DE LEIRIA, Luís Febra, administrador do grupo, explica que à Maxiplás irá caber a produção do porta- -luvas deste veículo eléctrico. O administrador contextualiza, de resto, um conjunto diverso de projectos que a empresa de Pombal vai arrancar entre este e o próximo ano.

O empresário lembra que a Maxiplás tinha feito recentemente um investimento de cerca de 12 milhões de euros na aquisição de equipamentos, também de preparação de instalações, recrutamento e formação de recursos humanos, para avançar com a produção de painéis para o interior dum novo camião eléctrico, denominado Volta Zero.

Recorde-se que este seria o primeiro veículo totalmente eléctrico de 16 toneladas do mundo, projectado para logística urbana, com o objectivo de reduzir o impacto ambiental das entregas de carga nos centros das cidades. E foi idealizado desde início para ter uma autonomia eléctrica pura de 150 a 200 quilómetros.

Contudo, conta Luís Febra, esse pesado não chegou a entrar para o mercado. No entanto, o investimento realizado foi flexível de forma a ajustar-se a novos projectos. Assim, a Maxiplás tem em fase de arranque os projectos de produção de baterias para a marca Rimac (BMW) e também da Skania. E no caso da Bosch, “o projecto é ainda mais ambicioso e consiste na produção de sistemas de refrigeração e é para ter início na segunda metade deste ano”, especifica o administrador.

São apostas que têm como destino os mercados da Alemanha, França e Suécia e que “vão gerar o aumento de vendas da Maxiplás”, empresa que, de resto, tem vindo sempre a crescer ligeiramente no seu volume de negócios.

“E há espaço para crescer no ramo automóvel, não tanto no de motores de combustão, mas em projectos relacionados com os eléctricos”, salienta o responsável pela Maxiplás, empresa que canaliza para o mercado externo praticamente tudo o que produz (entre exportação directa e indirecta) e que emprega cerca de duas centenas de colaboradores.

Para o projecto do camião eléctrico Volta Zero, a empresa de Pombal já tinha alocado mais recursos humanos. Com estes novos projectos, poderá haver ainda um ligeiro acréscimo de colaboradores, admite Luís Febra.