DEPRESSÃO KRISTIN
Mau tempo: Incentivos a empresas podem ser retomados
Segundo o coordenador da Estrutura de Missão está em estudo a possibilidade de as empresas poderem recorrer ao lay-off simplificado até um ano
Está em estudo a possibilidade de as empresas afectadas pelo “comboio” de tempestades poderem recorrer ao lay-off simplificado até um ano, prazo que poderá ser prolongado ainda por seis meses, ficarem isentas do pagamento à Segurança Social mais seis meses, e recorrerem ao incentivo à manutenção de postos de trabalho por mais três meses.
A informação foi avançada, na terça-feira, por Paulo Fernandes, coordenador da Estrutura de Missão de Recuperação da Região Centro, numa conferência de imprensa de balanço dos seis meses, em que comunicou a conclusão do seu mandato em Dezembro de 2027. O responsável anunciou ainda estar em preparação a abertura da segunda fase da Linha do Fundo de Emergência Municipal.
Na ocasião, Paulo Fernandes assumiu também ser "impossível" que, em dezembro de 2027, quando termina o trabalho desta entidade, ter executados cerca de cinco mil milhões de euros (MME) em milhares de intervenções, mas assegurou que a Estrutura de Missão vai procurar “ter o máximo de intervenções no carril, de preferência todas, ou quase todas no carril, ou seja, todas possam estar em execução”.
“Esperemos que a componente da habitação e a componente das empresas esteja toda ou praticamente toda” executada, adiantou Paulo Fernandes, avisando ser “natural que nas grandes infraestruturas públicas, por exemplo, e em algumas grandes infraestruturas privadas, obviamente essa questão seja mais demorada, porque milagres ninguém faz neste processo”.
De acordo com o coordenador, “falta bastante capacidade de mão-de-obra, quer mão-de-obra especializada na construção civil”, como eletricistas e profissionais de serralharia e carpintaria, “mas também a base”, como pedreiros.