Viver

Palavra de Honra | Prometo não parar de olhar com admiração para tudo o que me rodeia

4 mar 2021 22:01

Joana Marcelino, arquitecta

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Já não há paciência…para a política de baixo nível. Custa-me muito ver passar os anos e assistir a mais do mesmo. Gostaria de ver responsabilidade, transparência e até inspiração desta classe a quem temos entregue o nosso país. Longo caminho até lá...

Detesto…falta de educação, cultura, empatia, a incapacidade de olhar para o belo, para o outro, independentemente do estrato social, do grau académico. Não custa dinheiro, depende de cada um de nós. Parece fácil e é! Seríamos todos mais felizes!

A ideia…experimentem olhar para a casa, para o espaço construído e não construído que nos rodeia da mesma forma e cuidado com que escolhem a roupa com que saem á rua, do corte de cabelo, dos sapatos ou até da escolha do carro. Provavelmente teríamos uma paisagem mais equilibrada e viveríamos com mais saúde, mais felicidade! O espaço que nos rodeia influencia o estado de espirito e quer acreditem ou não, existe uma troca entre ambas as partes.

Questiono-me se…temos noção do tão pouco que precisamos para ser felizes. Se sabemos quem realmente somos, e se temos capacidade para olhar menos para o nosso umbigo e olhar mais em comunidade, em prol do bem comum e se estamos preparados para este Futuro Pós Pandemia que já é o nosso Presente. Se realmente aproveitamos esta fase para nos reinventarmos ou não.

Adoro…os dias passados na areia fina e nas águas quentes do Barlavento. O cheiro a campo misturado com o do mar dessa zona, o chinelo no pé e os dias longos em família e entre amigos, as idas ao mercado as 08h00 da manhã, o marisco e as pessoas, a sua simplicidade…enfim, as férias!

Lembro-me tantas vezes…de quando era pequena, da liberdade, das idas para a escola de mão dada com as minhas irmãs, do pão acabado de cozer com manteiga antes de o levar numa saca de pano na bicicleta para casa. Lembro-me muitas vezes também da minha história da infância, da adolescência, do meu primeiro trabalho numa fábrica de azulejos numas férias de Verão, das pessoas com que me fui cruzando, dos meus professores…estou a ficar nostálgica, deve ser da idade…

Desejo secretamente… que o mundo seja melhor, que consigamos dar a volta a este Planeta, que o lado bom ganhe ao mau, que as pessoas evoluam e consigam ser cada vez mais transparentes. Quero muito que os meus filhos vivam num mundo assim.

Tenho saudades…de descer a rua e ver as pessoas, de conversar com elas, de dizer, bom dia., boa tarde. Tenho muitas saudades da nossa liberdade.

O medo que tive…nos momentos que antecederam o nascimento de cada um dos meus três filhos, se iria correr tudo bem e se eu estaria à altura desta profissão sem prazo a que chamamos de mãe. Acresce referir que rapidamente se dissipou, tenho sido uma sortuda e a Vida não pára de surpreender!

Sinto vergonha alheia…e muita tristeza e alguma revolta quando vejo os pais a maltratarem os filhos, principalmente quando sabemos que as birras e algumas atitudes são reflexo do ambiente de onde vivem. Até porque as crianças são sempre 100 vezes melhores que eles, que nós!

O futuro...vejo-o com alguma clareza, há que definir objectivos, pois os resultados são sempre proporcionais aos esforços. Não consigo prever tudo, mas estou e vou fazer a minha parte para que tudo corra conforme esperado pessoalmente, em família, profissionalmente e em comunidade.

Se eu encontrar…o Cristiano Ronaldo, gostaria de lhe dizer o quanto nos orgulha, o quanto nos faz sonhar e acreditar que o impossível acontece com trabalho, dedicação, transparência e verdade e que…gostava muito de fazer uma das suas casas!

Prometo…não parar de olhar com admiração para tudo o que me rodeia, de querer aprender mais, fazer mais, todos os dias e de acreditar que o amanhã, é a possibilidade de melhorar o que fizemos hoje.

Tenho orgulho…no meu percurso, na minha capacidade de não estar quieta, na minha família. Tenho orgulho em viver e trabalhar em Leiria e de mostrar ao
mundo que aqui tenho a paz, a segurança  necessária para trabalhar, para criar os meus filhos e de que existem opções para além de Lisboa e Porto.

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