Sociedade

Projecto da Oikos sobre bacia do Lis chegou a quase 5.500 alunos

2 mai 2026 10:22

Decisão do Ministério da Educação de retirar a professora que estava afecta ao projecto pôs um “travão” à dinâmica do projecto, que está a ser reajustado

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Projecto abrange quatro concelhos da Bacia Hidrográfica do Lis
Ricardo Graça

O projecto de educação e sensibilização ambiental Bacia Hidrográfica do Lis (BHL) - Agir para conhecer, proteger e valorizar, promovido pela associação Oikos, já chegou a quase 5.500 alunos dos concelhos de Leiria, Batalha, Marinha Grande e Porto de Mós. No entanto, a decisão do Ministério da Educação de retirar a professora que estava afecta ao projecto, cessando a mobilidade que tinha autorizado, pôs um “travão” nessa dinâmica, lamenta o presidente da Oikos. Mário Oliveira garante, contudo, que o trabalho vai continuar, com uma “adaptação da estratégia”.

“Não temos capacidade funcional para ir às escolas. Em alternativa, vamos dar formação aos professores para que sejam eles a desenvolver as iniciativas”, expõe o dirigente, adiantando que estão a ser preparados kits para distribuir a esses docentes, com o objectivo de os ajudar na dinamização das actividades.

Iniciado no ano lectivo de 2024/25, o projecto abrangeu nesse período cerca de 4.400 alunos de vários níveis de ensino. Já em 2025/26 foram envolvidos mais de mil estudantes até Dezembro, altura em que a tutela “deu o dito por não dito” e retirou a autorização de mobilidade à professora, fazendo-a regressar à escola. Esta decisão afectou outras Organizações Não-Governamentais do País, que, juntamente com a Oikos, intentaram uma providência cautelar para tentar reverter a decisão do Ministério da Educação, a qual ainda não teve desfecho.

“No próximo ano professores, vamos insistir para voltar a termos a professora. Se há algo que os acontecimentos recentes, nomeadamente as cheias, nos ensinaram é que é importante conhecermos para proteger e valorizar”, defende Mário Oliveira. Apoiado pelos quatro municípios abrangidos, o projecto tem também actividades abertas à comunidade, como tertúlias, jornadas ambientais e percursos interpretativos, por exemplo, que se mantêm.