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Projecto da Palestina no Nascentes, que anuncia Tó Trips em concerto especial pela serra adentro
As mais recentes novidades do festival que se vive com os pés no rio Lis e está quase a começar
A residência artística Correntes, que reúne Ricardo Martins, João Maneta, Rui Gaspar e o grupo Os Mimos, de utentes da Casa do Mimo, na Batalha, numa criação construída a partir da escuta, da partilha e da relação com o lugar, é uma das novidades anunciadas pelo Nascentes, na recta final para o festival, que se realiza de 1 a 5 de Julho.
A aldeias das Fontes, que é atravessada pelo rio Lis, nos arredores de Leiria, vai também receber o projecto Palestinian Sound Archive de Mo'min Swaitat, com a projecção do documentário My Beautiful Side of the Archive, seguida de uma conversa e DJ set dedicada à preservação da memória sonora palestiniana.
À edição de 2026 do Nascentes chegam ainda os bascos Ezezez, com uma mistura de pop, punk, rock e experimentação, e o guitarrista português Tó Trips, que será protagonista de um concerto especial, entre a paisagem, numa caminhada em que leva o público pela serra adentro.
A par de uma programação que cruza diferentes linguagens, geografias e formas de estar na música e na criação, repetem-se a tradicinal Jantarada d'Aldeia (ao ar livre, com mesa comprida) e o momento Desabafar (na adega do Carlos Caricas, onde há conversas e abafado caseiro).
Anteriormente, o Nascentes já tinha anunciado concertos de Bitoi (Suécia e Dinamarca), Dasom Baek (Coreia do Sul), Elektro Hafiz (Turquia e Alemanha), Indus (Colômbia) e MadMadMad (Reino Unido), numa lista em que também se incluem Vipertime (Reino Unido), Za! (Catalunha, Espanha) e WaqWaq Kingdom (Japão).
De Portugal, a edição de 2026 conta com Plaka, Sunflowers, La Familia Gitana e a alma cabo-verdiana do Conjunto Contratempo.
Há concertos contemplativos, outros para dançar, electrónica, improvisação, jazz, a energia do rock e ritmos africanos.
Nas margens do Lis, em modo residência artística, Carincur & João Pedro Fonseca reencontram-se com o Coro das Fontes, e a programação, para todas as idades, abrange passeios sonoros orientados por Luís Antero, oficinas infanto-juvenis e discos e petiscos sobre o rio.
Desenvolvido em comunidade pela Omnichord / Ccer Mais com a Associação Cultural e Recreativa Nascentes do Lis e as pessoas das Fontes, o Nascentes afirma-se como “espaço de descoberta, partilha e criação colectiva”, em que “a arte é um lugar de encontro, escuta e transformação”.
As casas, os jardins e as hortas abrem-se para acomodar o festival, que emerge como “gesto colectivo” e manifestação de “proximidade”.
A organização sublinha que “o programa artístico é pensado como parte integrante do ecossistema local: vive-se com os pés na água, no meio da serra, entre hortas, caminhos e casas que acolhem de braços abertos quem chega”.
“Cuidar do lugar é parte fundamental do Nascentes”, lê-se na mais recente nota de divulgação.
“Há muitas mãos por trás de tudo o que acontece nestes dias. Mãos que montam palcos, cozinham refeições, acolhem quem chega, orientam caminhos, tratam da luz e do som, cuidam dos jardins, limpam e zelam por cada detalhe que faz o Nascentes acontecer. Mãos da equipa, dos voluntários, dos artistas, dos parceiros e, sobretudo, das pessoas da aldeia, que voltam a abrir espaço nas suas vidas para receber quem chega às Fontes”, é referido no mesmo texto.